DEDICATÓRIA

 

 

 

 

 

O ar, amor —
este ar que eu te respiro.

 

 

SF, Fortaleza, 30.10.2006, tarde em sol

 

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Este, o 1º capítulo de Poética, um livro vivo, aberto, gratuito, participado e participativo, cheio de comentários que, a rigor — esta, a proposta —, os comentários, mais importantes que o texto comentado: abrir o debate, uma multivisão.

— Livro vivo, como assim?

— Porque em permanente movimento, espaço aberto a quem chegar, tão amplo como o espaço àqueles que aqui estão desde os séculos, todos em absoluta ordem alfabética. Seja bem-vindo!

POÉTICA: Capa, prefácio e índice poemas e poetas comentaristas

 

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Comentários:

ANA GUIMARÃES: Soares, amei sua Dedicatória minimalista. Não é só em decoração que o menos muitas vezes é mais.

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ANTONIO PALMEIRA: Tomei um susto. Quando refeito, as lembranças se transformaram em breves apneias, uma para cada uma, desenterradas do passado. Isso é vida. Felizmente, amigo, agora já tenho quem respirar, a idade me deu... Obrigado pelo direito de ler esse longo, muito longo poema sintético.

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EDNA OLIVEIRA DE SANT'ANA: Poxa, poeta! Você aí respirou fundo, hein?!

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FABRICIO OLIVEIRA: Concluí a leitura de POÉTICA. Que livro impactante. Imagens arrebatadoras. Ritmo cativante. Muito bom ler esse livro importante. POÉTICA, com seus poemas e textos de outros autores, veio para ficar.

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HILTON DEIVES VALERIANO: Dedicatória: o imprescindível amor e sua essência vital. Como o ar que respiramos e que a tudo circunda onipresença –, inerente à própria vida. Fator constitutivo de toda existência. Belo poema! É característico de grandes poetas dizer muito com poucas palavras. É sempre uma grande satisfação dialogar com você. É um aprendizado.

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IZACYL FERREIRA GUIMARÃES: Compadre especialíssimo: Gostei muito do curtíssimo poema. Às vezes, o menos consegue ser mais. Abraços. Izacyl

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JOÃO BATISTA SILVA: O que falar caríssimo SF, se em trinta e nove toques foi dito tudo? Abraço forte.

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JOSÉ INACIO VIEIRA DE MELO: Soares Feitosa, poeta das vastidões cearenses, irmão de lira de Gerardo Mello Mourão, filho de Luiz Vaz de Camões, neto de Homero e de Safo, os deuses sejam louvados! Pelo que vejo o poeta dos versos de muitas léguas, do livro Salomão, encontrou o verso curto. E com que beleza, tu, Feitosa, expressas o amor no fôlego da síntese. Chegaste próximo do ideal de perfeição: dizer tudo o que se sente, tudo o que existe, tudo o que está para além da compreensão, com uma única palavra, e, sobretudo, de uma maneira diferente, nova, inaugural.

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LUCIANO LANZILLOTTI: Quem acreditava que Soares Feitosa fosse apenas mantenedor do Jornal de Poesia, enganou-se profundamente. Embora venha fazendo com maestria trabalho fundamental para arte tão ameaçada, Feitosa é muito mais: poeta, prosador dos excelentes, além de leitor dos mais cultos. E de retorno, após longo silêncio, produz livro bipartido: de um lado, apenas o esqueleto do texto; do outro, os diálogos produzidos em decorrência dele. Ambas as faces são belas e necessárias em um cenário cada vez mais árido, como esse em que vivemos por aqui.

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LUIS ANTONIO CAJAZEIRA RAMOS: Um feitosiano autêntico e primoroso, uma dedicatória digna do autor, para quaisquer de suas, única musa.

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LUIZ PAULO SANTANA: Você devia estar inundado de poesia, nessa “tarde em sol”, transbordando a emoção que daria para lavrar um poema-livro! Mas bastaram dois versos, únicos, para derramar todo o aluvião lírico, acumulado nessa longa hibernação. Seja quem for a musa, ela sabe que é para sempre.

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MARIA DO CARMO FERREIRA: Poeta Soares: O sentimento não precisa de muitas palavras... está aí a prova, neste poema.

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NILTO MACIEL: Bela dedicatória ao Amor, como só tu sabes escrever. Parabéns e abraços ecumênicos. Nilto

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RODRIGO MAGALHÃES: Oito anos depois, o homem escreve a epígrafe do poema “Architectura”. À altura de! Abração, Rodrigo

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RODRIGO MARQUES: Soares Feitosa surpreende. Feitosa é um poeta largo, ele não economiza papel, não tem pena do papel, na pena dele acho que nem toda tinta chega. Pois lá vem Feitosa com um poema minúsculo, contido, depois de muito silêncio; há quanto tempo Feitosa não entregava um poema, poema mesmo, na tradição, cafeinado, sem contar é claro com o novo gênero criado por ele: os “ensaiotes poemados”?
Dedicatória, um poema minúsculo que dá para escrever na areia. “O ar, amor“ – este verso, se reparar, só tem apenas quatro letras: a - m - o - r; daí ele tira o resto, uma vírgula, um travessão, um suspiro; em seguida, o segundo verso que a rigor nem existe, mera respiração do primeiro, mas como existe o segundo verso! Com ele, Feitosa completa as vogais, e, como se sabe, as vogais precisam de ar; acho também que Feitosa cometeu uma fraude no segundo verso, quero dizer, uma fraude poética, feitosiana, que não faz mal a ninguém e só faz, quer ver, repare: este ar que eu te respiro Este verso não é verso, só ar, respiração, só para respirar e nada mais, repetições de um mesmo fôlego: o és, te, o ar, o que, o eu, o te (de novo), o res (a coisa), o piro (o fogo, a raposa): este ar que eu te respiro. Vogais, fôlego, narinas, nada existe aqui. Balões apenas.
Dedicatória? A quem? Um poema ao portador, ao invés da tão criticada e inventada por ele mesmo “crítica ao portador”, o poema ao portador é o que todo poeta deseja: esquecer-se, virar fumaça no ar, deixar o poema para quem quiser. Eu tenho o meu: Dedicatória, que dedico a quem eu amo e nada mais.

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VALDIR ROCHA: Caro SF, poeta dos “bão”. Não se deve dizer muito da sua Dedicatória, até porque qualquer acréscimo seria mero penduricalho: o amor é vital, mas de um jeito que só se pode dizer com poesia.

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VICENTE FREITAS: Li o seu poema – Dedicatória – e senti logo o desejo de lhe falar com toda a franqueza. Aliás, você já sabe o juízo que faço dos seus versos: poesia da melhor que se faz atualmente no Brasil.

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VICENTE PELLEGRINI: Dedicatória — esse mínimo poema faz inveja a um haicai.

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YVELISE CASTRO: O mar, amor. Um maremoto, teu amor. Ou terá sido uma tsunami?

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