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Helena Quental
Uma notícia da poeta: Poesia:
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Helena Quental
Helena Quental é carioca.
Iniciou, na maturidade, o curso de Direito, na Faculdade Cândido
Mendes, no Rio de Janeiro. Posteriormente graduou-se também em Essa inspiração
latente aflorou em outubro de 1994. Seus poemas tomam a forma de versos
livres, escapando por vezes da ortografia regular, de maneira a acentuar
seus aspectos plásticos e sonoros, em parte perdidos na linguagem
escrita.
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| APENAS
Ah, teu abraço!
Ah, morder tua boca,
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| OUSADIA
É preciso ter coragem
para ser feliz.
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| IF
(oferecida a Hélio) Se, ovulando, eu ainda estivesse,
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| ONÍRICO
A mente trabalha todo o dia.
É a droga da paixão.
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| PROVOCAÇÃO
Ah, verter champanhe brut
Um lobo, uma loba,
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| SELENE
Quisera ser Selene,
Eu pediria a Zeus, o milagre
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| VÔO
O beija-flor, às vezes,
voa de costas.
Ao menos enquanto dormes,
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| LETRAS
Há, na afinidade de
nossos espíritos,
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| VERTENTE VERDE
O fogo verde das tuas esmeraldas,
Ilumina-se o teu corpo,
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| CATEDRAL
Recinto amplo, vazio!
Olhos verdes-farol,
Entrei pelo janelão.
Há séculos
ele esperava.
Pousei, caminhei em silêncio.
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| VENTO DA NOITE
Tomo carona num canhão
de luz.
Vôo com a luz.
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| FRAGMENTOS
Quando olho teu retrato,
E pelos estranhos caminhos
da mente,
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| LOBO SOLITÁRIO
Desviou-se de sua alcatéia!
H.Quental, 12/2000
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