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Valdir Rocha & Soares Feitosa |
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Soares Feitosa Ah, madeira! Pó, pólens, o ouro dos jatobás. Mas a madeira precisa vir de antes. Um pau-marfim seria quase suficiente, mas não tem tem a dureza nem o travo da justa cor. O mulungu, sim, cairia na cor, mas, madeira arrepiada, não caberia nas raias do contrato. Pereiro, dito piquiá, de amarelo e duro: no tanto! Porque era assim mesmo: disponível, se fosse pau, idéias não lhe faltariam. Mulungu? Às gaiolas!, de fácil de furar, de bom de enfiar; que pau-marfim nem daqui é; donde, melhor que se fique. E caçarola. Mas tem que ter polimento! Nisto, das asas das borboletas, amarelas, é claro. Mais a maciez do jatobá. E,
com um cavaco da própria madeira, madeira contra madeira, arte contra Claro
que sei de gérmens. Escrevo de ouvido e tacto. O navegador Vasco da
As
bordas em 45 graus, um pouco menos, entre testa e olho, e as de entre face
Agora
sobe, sobe um pouco, volta-te à imagem de
lá da cozinha, na parede, fixa num prego. Mas era
O
utensílio estava ali, lavado. Depois, era só ensaboar as mãos de cinza,
úmidas, uma pasta de cor...? Cinza, cor cinza, é claro! Aspergir,
colando, pintando, como se, por fora, porque isto de cozinhar a gás,
agora tão natural, era à lenha. A cada manhã, consultava os oráculos, os dedos da madrinha desenhados em cinza-cal: a que apontariam os arabescos? Eis a cruel atração pelo divino: ora, uma sombra-luz; ora, o rastejo de uma formiga, à esquerda ou à direita; essas coisas nunca escritas — mas estavam lá! — me diziam de como encontrá-La numa noite despojada de roupas. A quem não dizem? Um dia, houve shampoo. De marca Elizabeth e ovo. Que eram duas: a Arden e a outra, a dos olhos, La Burton. Para cabelos oleosos. Tão brilhos e:
As
iluminações. Neon, sol-dia, essas luzes de picolé — sob cada
qual, mais outra luz, qualquer luz, não sei bem qual, nem como, sequer lhe
sei o nome — leituras. Melhor que as entranhas das aves. Debruça-te sobre
o teu horizonte e ouve! Entre sons apenas trêmulos, tácteis e superfícies
— viagens e iluminuras Soares Feitosa Fortaleza, noite alta, 29.3.2002 |
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Uma notícia de Valdir Rocha: Este quadro, FUI EU, de Valdir Rocha, foi objeto de análise por 41 poetas. Soares Feitosa, convidado, não participou porque a correspondência fora remetida para o antigo endereço baiano. Contudo, escreveu, a partir dele, NÃO É AQUI NÃO. Agora, revisita-o. Os ensaios poéticos estão em FUI EU.
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[Montagem da página e recortes do quadro
in Front-Page: by Soares Feitosa]
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Outro ensaio do gênero: |