revista de cultura # 45
fortaleza, são paulo - maio de 2005

livros da agulha

Antología de la Literatura Paraguaya, de Teresa Méndez-Faith1. Antología de la Literatura Paraguaya [3ª. Edición], de Teresa Méndez-Faith. Editorial El lector. Paraguay. 2004.

El libro se debe al trabajo de investigación de Teresa Méndez-Faith y lo edita El Lector. De acuerdo a informaciones suministradas por el sello editor, este volumen consta de casi 500 páginas y contiene más de 200 obras completas (poemas, cuentos y piezas teatrales breves), la mayoría en castellano pero también con textos representativos en guaraní, correspondientes a más de 90 autores nacionales.  Se han agregado aquí a más de 25 autores y casi 90 obras con respecto al total de autores y textos incluidos en la edición anterior.

La Dra. Teresa Méndez-Faith nació en Asunción y es hija del conocido político, músico y escritor Epifanio Méndez Fleitas. Hizo su primera formación en el Paraguay y más tarde acompañó a su padre en el exilio, en Montevideo, donde completó el bachillerato e inició sus estudios universitarios. Más tarde se doctoró en Filosofía y Letras por la Universidad de Michigan (EEUU) y actualmente ejerce la cátedra de literatura hispanoamericana en la Universidad Saint Anselm College (New Hampshire, EEUU). Es autora de Paraguay: Novela y Exilio (1985), Contextos literarios hispanoamericanos (1986), Panoramas Literarios: América Hispana (1998), Nuevos contextos: Doce cuentistas contemporáneos de Hispanoamérica (2002), además de una treintena de artículos críticos sobre literatura latinoamericana. Dedicados exclusivamente a la literatura y cultura de su país natal son Breve Diccionario de la Literatura Paraguaya y Breve Antología de la Literatura Paraguaya (ambos editados por El Lector, 1994 y 1998), y Antología del Recuerdo: Méndez Fleitas en la Memoria de su Pueblo (1995), un libro más personal, dedicado a su padre, también editado por El Lector. De posterior aparición, aunque igualmente dedicados a la producción literaria nacional, son tres doble-volúmenes antológicos, por géneros, editados por Intercontinental Editora: Poesía Paraguaya de Ayer y de Hoy, tomo I (1995) y tomo II (1997), Narrativa Paraguaya de Ayer y de Hoy, tomos I y II (1999) y Teatro Paraguayo de Ayer y de Hoy, tomos I y II (2001).

Segundo Nélida Norris [in: Estampas Críticas de la Literatura Latinoamericana (Buenos Aires: Instituto Literario y Cultural Hispánico, 2003)], “La objetividad de los juicios que apunta el Breve Diccionario se concretiza con sobrado relieve en la Breve Antología de la Literatura Paraguaya. Texto publicado seguidamente con el Diccionario, la Antología reúne una excelente amalgama del panorama literario paraguayo con énfasis en el último medio siglo. También de sumo interés, por la novedad, es la inclusión de la literatura autóctona paraguaya con versos en guaraní y su correspondiente traducción al español. La voz guaraní, por ejemplo, está bien representada en poemas como "Tesarái" / "Olvido" de Susy Delgado y "Pirapiré" / "Dinero" de Narciso R. Colmán. En tanto que nombres de la estatura de Roa Bastos, Josefina Plá, Hugo Rodríguez-Alcalá, Ester de Izaguirre, Juan Manuel Marcos, Pérez-Maricevich y Elvio Romero -por mencionar sólo algunos de los sesenta y cinco autores que reúne esta no tan breve Antología- dan prueba en sendas selecciones de una literatura auténtica, en plena ebullición artística y ampliamente merecedora del encomio extranjero. Por el celo investigador y la cohesividad sintemática que exhibe el Breve Diccionario y la Breve Antología, Méndez-Faith merece ser considerada como una de las más eficaces y competentes diseminadoras de la literatura paraguaya.”

DezConversas. Diálogos com poetas contemporâneos, de Fabrício Marques2. DezConversas. Diálogos com poetas contemporâneos, de Fabrício Marques. Ed. Gutemberg. Brasil. 2004.

Em uma de suas numerosas blagues o escritor guatemalteco Augusto Monterroso defendeu a entrevista como o único gênero inventado pela Modernidade. Uma provocação, sem dúvida, mas com inquestionável e verdadeiro sentido. Afinal, o que seria da moderna compreensão do singular ofício de escritor sem as legendárias entrevistas publicadas por George Plimpton na não menos mítica Paris Review? Com um meticuloso sistema de perguntas procurando deslindar preocupações estéticas e técnicas de alguns dos maiores autores do século vinte, os múltiplos entrevistadores daquela publicação estabeleceram um padrão incontornável para entrevistas com escritores, um sistema de investigação digno de ”agentes do FBI“, como salientou Malcom Cowley na introdução à primeira coletânea de entrevistados pela revista.

Agir como um investigador é precisamente o que faz Fabrício Marques neste Dez Conversas. Com um esquadrinhar incisivo, ele explora os métodos e vivências de cada poeta aqui inquirido, em conversas inteligentes como devem ser as travadas entre poetas, o próprio entrevistador um deles, e dos mais interessantes da poesia brasileira atual. E que poetas Fabrício conseguiu reunir! Em tom de conversa com fôlegos bastante distintos dos normalmente praticados em entrevistas destinadas à imprensa, os bate-papos aqui transcritos são regidos por outro ritmo, pelo respirar lépido mais próximo da fala do que do chumbo da palavra escrita e impressa. E assim podemos saber a respeito de alguns autores brasileiros quase secretos, como Edimilson de Almeida Pereira (autor jovem, na faixa dos quarenta anos) ou Maria do Carmo Ferreira (contemporânea de Drummond, porém até hoje inédita em livro), alvos da atenção dedicada por Marques nesta edição que visa derrubar o muro a impedir com que a obra desses dois brilhantes poetas mineiros ofusque mais leitores em círculo um tanto mais amplo.

E não são apenas os segredos a valorizarem o trabalho do organizador e entrevistador, afinal há desde a presença de mestres que nos falam do alto da superfície das águas por onde caminham, como o inclassificável Millôr Fernandes (este sim nosso maior ”especialista em generalidades“ em ação - roubando a expressão cunhada por Décio Pignatari), ou o inventivo poeta Affonso Ávila, para lá de cinquenta anos dedicados à poesia e ao pensamento, uma de nossas maiores expressões no estudo do Barroco.

Mas as argutas sindicâncias de nosso detetive não cessam aí, e prosseguem na tentativa de fixar e compreender a lenta derrocada da importância da poesia nos tempos que correm, em entrevistas (fundamentais, diga-se) com Sebastião Uchoa Leite (falecido em 2003), poeta, tradutor e ensaísta dos mais importantes na faixa etária dos 60 anos na cena cultural brasileira, assim como com Armando Freitas Filho (que teve suas obras completas reunidas em livro neste ano de 2004) e o iconoclasta Sebastião Nunes, dono de estro virulento dos mais originais de nossa literatura recente.

E as pegadas dessa persecução do incompreensível nos levam adiante (ou ao passado, como preferirem), aos passos de poetas que começaram sua rica caminhada no decênio de 1970, como Antonio Risério, antropólogo, poeta e tradutor (dos poucos a ecoarem o iorubá em sua poesia, assim como Edimilson Almeida Pereira e Ricardo Aleixo, 40 anos, o mais novo dos autores deste fino escrete, não coincidentemente aqui reunidos), e Chacal, arrendatário da trepidante fala das ruas do Rio de Janeiro, originário da cena da poesia marginal e das dunas do barato.

Ao fim do encalço das possibilidades da poesia num período histórico onde a cultura parece não mais importar se comparada à volatilidade de valores da sociedade contemporânea, Fabrício Marques nos fornece um importante registro do pensamento de alguns de nossos maiores artistas contemporâneos, em um livro digno da modernidade que se quer gênero, nos permitindo entrever para onde vai o mundo da poesia, se é que vai.

[Joca Reiners Terron]

Escolas literárias no Brasil (org. Ivan Junqueira)3. Escolas literárias no Brasil [org. Ivan Junqueira]. Ed. Academia Brasileira de Letras. Brasil. 2004.

Conquanto tenham cobrado maior viço a partir de 2001, as conferências temáticas remontam, na história recente da Academia Brasileira de Letras, ao período da presidência da Acadêmica Nélida Piñon, que, durante o seu mandato, de meados de 1996 ao fim de 1997 - ano em que se comemorou o centenário da Casa de Machado de Assis -, organizou um ciclo em que relembraram os poetas, os romancistas, os contistas, os historiadores, os juristas, os filólogos, os cientistas sociais, os políticos, os filósofos, os médicos, os dramaturgos, os cientistas, os jornalistas e os educadores. Os textos dessas conferências foram depois reunidos no volume Cem anos de cultura brasileira, que se deu à estampa em 2002, na Coleção Afrânio Peixoto da ABL.

O mesmo destino têm agora as conferências que foram pronunciadas na Academia entre 2001 e 2003, sob minha coordenação quando secretário-geral da instituição e que tiveram como temas as grandes escolas literárias brasileiras que floresceram entre os séculos XVII e XX. Esses ciclos temáticos de palestras abrangem, nos dois tomos da publicação que ora se dá a lume sob o título de Escolas literárias no Brasil, o Barroco, o Arcadismo (incluindo-se aqui a Escola Mineira), o Romantismo, o Realismo-Naturalismo, o Parnasianismo, o Simbolismo, o Modernismo e os movimentos de vanguarda que surgiram no país a partir da década de 1950, como o Surrealismo, o Concretismo, o Neoconcretismo, a Instauração-Práxis e outras vertentes estéticas que aqui se desenvolveram, ao lado das aporias da arte contemporânea, durante o período da baixa modernidade ou, como querem alguns, da modernidade tardia ou pós-modernidade.

O principal objetivo desses ciclos temáticos, ao longo dos quais expuseram seus pontos de vista não apenas os acadêmicos, mas também diversos e ilustres convidados, foi o de promover uma ampla e funda reflexão estético-historiográfica sobre o que significaram tais escolas e movimentos para a evolução da literatura brasileira. Neles se discutiram não somente os ideários estéticos ou doutrinas de cada escola ou movimento, mas também sua contribuição para a literatura que se escrevia na época em que prosperaram, o papel que desempenharam seus arautos ou corifeus e o legado que deixaram para os que hoje se consagram à arte de escrever.

Esses ciclos de conferências são ainda muito importantes na medida em que neles, durante cerca de três anos, procedeu-se a uma revisão crítica de quase toda a nossa herança literária à luz de uma abordagem por assim dizer ecumênica, já que se ocuparam dos temas escolhidos poetas, ficcionistas, ensaístas, críticos e historiadores da literatura de distintos matizes e concepções estéticas. Julgamos que a Academia Brasileira de Letras viveu durante esses anos uma de suas mais ricas e fecundas experiências. E é com indisfarçado orgulho que entregamos ao leitor a memória documental, mas ainda viva, do que foram esses momentos de debate e de reflexão sobre a literatura que um dia se escreveu entre nós.

[Ivan Junqueira]

Las ideas estéticas de César Vallejo, de Lawrence Carrasco4. Las ideas estéticas de César Vallejo, de Lawrence Carrasco. Fondo Editorial del Pedagógico San Marcos. Perú. 2005.

Tenemos entre las manos un libro interesante, se trata de Las ideas estéticas de César Vallejo (Lima: Fondo Editorial del Pedagógico San Marcos, 2005), firmado por el licenciado en filosofía peruano Lawrence Carrasco (1966). Mas, tal como el subtítulo nos advierte, circunscrito al Estudio de sus textos en prosa reflexiva, desde 1915 hasta 1937; es decir, desde su tesis de Bachiller en Letras para la Universidad Nacional de Trujillo ("El romanticismo en la poesía castellana") hasta sus últimas crónicas redactadas en París. No se ha ventilado, pues, y tal como define José Martí a la poesía en general, la flor del pensamiento del autor de Trilce. Sin embargo, tronco y ramas son útiles para que advirtamos de algún modo la naturaleza y características de la flor vallejiana; éste, creemos, es el mérito del presente trabajo.

Ahora, el título de nuestra reseña, aquello de “pensamiento cuantitativo”, alude al famoso estudio de Giovanni Meo Zilio, a las conclusiones a las que arriba éste una vez aplicadas a la poesía de Vallejo las técnicas de la lingüística cuantitativa computacional; es decir, nos preguntamos qué tanto la labor de Carrasco es análoga a la de Meo Zilio. Aunque, claro, ambos se dediquen al estudio de géneros distintos en la producción de Vallejo, y el estudioso italiano se ocupe del significante mientras Carrasco lo haga, digamos, del significado o, como bien nos precisa, de la “Estética de Vallejo”. Sin embargo, tal como podemos inferir, ni uno ni otro de estos dos repertorios denotativos y más o menos sistemáticos, una vez puestos a girar en ese caleidoscopio casero que es la poesía de Vallejo, queda indemne. Vale decir, al menos en el caso del trabajo pionero de Meo Zilio (sus antecedentes se remontan a 1960), sus unidades muchas veces invierten su valor, se metamorfosean y, por lo general, proliferan en ese juego de inagotable oxímoron a que nos somete la poesía del autor nacido en Santiago de Chuco. Por lo tanto, no es descabellado pensar que algo similar puede ocurrir con este corpus de “ideas y pensamientos sobre la realidad” de Vallejo.

Sin embargo, en un subcapítulo intitulado “Más allá de la dialéctica”, nos gusta y parece muy atinada la frase con la que Carrasco pareciera también advertir la relevancia de aquella turbina oximorónica: “síntesis momentáneas de positividad y negatividad”. Creemos que no de mejor modo podríamos describir la dinámica del intelecto de Vallejo -en este caso su heterodoxia de la dialéctica- que hallamos, tal como nos lo demuestra Carrasco en algunos pasajes de su estudio, tanto en su “prosa reflexiva” como, insistimos nosotros, abrumadoramente en su poesía: aclimatar de modo efímero dos conceptos opuestos, pero -al mismo tiempo- sin desnaturalizarlos, sin alienarlos en absoluto de su alteridad.

Ojo que no pretendemos decir que lo sistemático se asistematiza tan sólo por cambiar de género literario, por la mera especial relevancia del paralelismo en los versos, sino porque en el caso particular de la poesía de Vallejo son gravitantes también otros ingredientes , varios de ellos ya apuntados tradicionalmente por la crítica, por ejemplo: el arte de la “tachadura” (Julio Ortega), el incluir de modo directo en la escritura lo que usualmente desechamos del inconsciente (Jean Franco), la hibridez cultural textualizada en el género (Fernando Alegría), la “teología negativa” observada por Gutierrez-Girardot, el fino sentido del humor -inteligente distanciamiento de sus referentes- incluso en los momentos más dramáticos de sus poemas (Yurkievich), etc. Sin embargo, y para complicar aún más el panorama, pensamos que -como en toda gran obra de arte- ninguno de aquellos ingredientes o yuxtapuestos niveles de dificultad son sistemáticos en la poesía de César Vallejo; es decir, todo lo anterior se halla coludido y se ofrece de modo simultáneo en sus versos.

Desde otra perspectiva, podríamos decir que tipos de trabajo como el presente se avocan al estudio del aspecto horizontal del pensamiento de Vallejo -su naturaleza extensiva y no intensiva- y no al vertical, por cierto, fundamental en su poesía. Sin embargo, algo de esto ya ha sido también observado por el mismo Carrasco cuando, en sus propios términos, nos habla de la importancia de la sensibilidad en la poesía del peruano: “En este sentido, Vallejo suscribe plenamente el pensamiento de Pascal: ´El corazón tiene sus razones que la razón no comprende´”. Más aún, cuando ahondar en la naturaleza la sensibilidad vallejiana puede ser, siguiendo a Carrasco, determinante para asimismo entender su estética: “La sensibilidad aborigen o indígena es para Vallejo lo que cuenta a la hora de valorar la grandeza o miseria de las obras humanas, incluidas las de carácter político, religioso y cultural en general”; aunque, algo después -y continuando con su comentario a un pasaje de “Contra el secreto profesional”- el mismo autor aclara que es un malentendido “creer que sólo pueden tener sensibilidad indígena los indios, y no los mestizos o los blancos”. Es decir, al margen de la esbozada polémica entre cosmopolitismo/ autoctonismo o hispanismo/ indigenismo, Carrasco, queremos creer, no hace otra cosa que invitarnos a leer la poesía del autor de Paco Yunque. En pocas palabras, es imposible asomarnos a Vallejo sin tomar en cuenta -y en primer lugar- su poesía. Lugar donde hallamos, en su florescencia, el árbol de las ideas vallejianas y donde podamos percibir y, probablemente, intentar describir mejor aquello tan inasible como su “sensibilidad aborigen o indígena”.

El libro que reseñamos se divide en tres capítulos: “Sujeto moderno y experiencia estética”, “Creación y producción artística” y “Problematicidad de las relaciones entre el artista y la sociedad moderna”, respectivamente. Para nosotros, de los tres, el primero es absolutamente prescindible y último es el más personal; Carrasco trasciende aquí el acartonamiento académico y hace un poco más suyo lo que él mismo distingue, por ejemplo citando a Octavio Paz, debería ser un ensayo: “La crítica no es tanto la traducción en palabras de una obra como la descripción de una experiencia”. En este sentido, es notable lo que Carrasco sugiere sobre la clase de crítica que practicaría el propio César Vallejo. Frente la dictadura de lo alegórico propia de una tradición exegética centrada, desde el Renacimiento, en la mimesis de las fuentes -como el arte lo debía ser de la realidad natural- o, como hoy en día, en el reflejo de la serie social (Cultural Studies), Vallejo estaría abierto constantemente -a diferencia de aquella crítica profesional- a la democracia de la metáfora: “Vallejo defiende la crítica científica, pero no quiere ser considerado como crítico; no se reconoce como profesional de la literatura, sin embargo, es graduado en literatura por la Universidad de Trujillo, y escritor de poesía, narrativa, teatro, etc. Se puede decir que hay en él vestigios renacentistas y románticos contra la profesionalización, como cuando experimenta cierta simpatía con la vida de los hoboes [Walt Whitman, Jack London, Carl Sandburg], esos vagabundos anarquistas que iban de ciudad en ciudad estadounidense, trabajando en oficios menores para no quedar atrapados en la gigantesca, alienante y amenazante maquinaria capitalista”.

Nosotros añadiríamos que Vallejo hace suyo un gesto muy contemporáneo, aunque no menos polémico, de la crítica; creemos que sueña, por ejemplo como Michael Foucault: “con el intelectual destructor de evidencias y universalismos [...] el que se desplaza incesantemente y no sabe a ciencia cierta dónde estará ni qué pensará mañana [...] el que contribuya allí por donde pasa a plantear la pregunta de si la revolución vale la pena (y qué revolución y qué esfuerzo es el que vale) teniendo en cuenta que a esa pregunta sólo podrán responder quienes acepten arriesgar su vida por hacerla”. No otra cosa intentó hacer César Vallejo en vida -con su humanidad, su crítica y su poesía-, sino ser consecuente con sus sueños. Esto último, claro está, en consonancia con lo que el filósofo peruano David Sobrevilla caracteriza -y Lawrence Carrasco acertadamente refiere- como la tercera teoría del compromiso vallejiana: “En su ponencia ´La responsabilidad del escritor´ Vallejo contrapone el lema de Cristo ´Mi reino no es de este mundo´ y al que él mismo enunciaba para el intelectual en El arte y la revolución: ´mi reino es de este mundo´, el lema siguiente: ´Mi reino es de este mundo, pero también del otro´ -o sea del espíritu y a la vez de la materia”. Debemos admitir que de algo así trata la obra general de César Vallejo, para no circunscribirnos sólo a su poesía. Considerar, pues, que aquélla es siempre una mezcla oximorónica, vale decir, de tragedia motivada e inmotivada alegría.

[Pedro Granados]

Los días en rojo. Textos y declaraciones colectivas del Grupo Surrealista de Madrid5. Los días en rojo. Textos y declaraciones colectivas del Grupo Surrealista de Madrid. Editorial Pepitas de Calabaza. Espanha. 2005.

Se cumplen casi veinte años del inicio de la actividad del Grupo Surrealista de Madrid y de su más significativa publicación, la revista Salamandra. Y sin conocer -ni mucho menos esperar- cuando llegará su final, reunimos aquí, dispuestos en orden cronológico, los escritos redactados de forma colectiva con la intención de cortarle el paso a los acontecimientos y aportar su particular punto de vista con respecto a la omnipresente cuestión social y del hombre.

El lenguaje, la creación, el intercambio simbólico, el trabajo, el deporte, la relación con la naturaleza y lo salvaje, la psicogeografía, el juego, el encuentro de distintas cosmovisiones, etc., son «perfectas coartadas» para activar una crítica implacable al modelo actual de civilización, al que en todos sus aspectos se trata de hostigar, a la vez que se arroja nueva luz sobre las viejas formas de acción que se tornan dañinas en la tarea de hacer avanzar la crítica al Viejo Mundo.

Para llevar a buen puerto estos fines, el Grupo Surrealista de Madrid hace uso de la la experimentación, las intervenciones callejeras, el juego, la deriva, el callejeo y, en definitiva, de la experiencia de lo maravilloso, de la poesía por otros medios. Todo esto se concreta en el plano práctico en un proyecto político de vida poética, o lo que es lo mismo, en una «actividad colectiva empeñada en realizar los sueños». Tal proyecto y tal actividad hacen del pensamiento surrealista (lo que algunos definieron como «el padre al que querríamos ver muerto») un sujeto enteramente vivo que camina en dirección opuesta a las modernas ideologías «radicales» televisadas que ahora se nos ofrecen como manuales de supervivencia.

Sin entrar -de momento- en la discusión de si el surrealismo es el padre al que odiamos o al que amamos, y al margen del etiquetaje dispuesto para el consumo, proponemos dejar los prejuicios a un lado y embadurnarnos en la harina que mancha este libro, para llegar a constatar en qué medida la carga subversiva del surrealismo esta aún muy lejos de ser desactivada.

Poses, de Ricardo Daunt6. Poses, de Ricardo Daunt. Via Lettera. Brasil. 2005.

Poses reúne contos e novelas escritos por Ricardo Daunt nos últimos 15 anos e marca o retorno do Autor à ficção curta. O resultado dessa longa gestação não poderia ser mais auspicioso. Poses assemelha-se por vezes a uma estonteante viagem sobre as rodas de uma montanha-russa , e é, ademais, uma demonstração cabal de como o conto e a novela podem ser arrebatadores e intensos quando construídos por mãos experientes.

Verifique você mesmo. Abra a primeira página do primeiro conto, por exemplo; instale-se ao lado da banca de trabalho do ourives Mancuso, um exigente artesão em busca da gema perfeita -- metalinguagem talvez da atividade literária. Por detrás de um perfeccionismo exacerbado e sob a álgida textura da pedra preciosa esconde-se o sonho quimérico e a ambição do homem para ir mais além.

Em outro conto, uma paródia de discurso político. Em uma comunidade imaginária, vivendo um tempo mais interior do que físico, uma voz se levanta no momento em que uma decisão fundamental deve ser tomada e uma escolha irreversível está prestes a ser feita.

"No gabinete de Ralph" o herdeiro de uma aristocrática família paulistana aguarda o passamento de seu avô, poderoso industrial, enquanto folheia as fotos de um velho álbum. Seus comentários aparentemente desprenteciosos reconsttituem a história de sua família, seus conluios, segredos e paixões.

"Blake versus Claude" é um dossiê policial composto por cartas, trocadas entre dois intelectuais, um deles professor, o outro novelista, que discutem William Blake. Da análise do paradigma literário que ambos realizam brotará analogicamente uma revelação surpreendente. Em seguida, abandonando esse ambiente europeu o leitor fará uma incursão até Cuba onde, em outra novela, testemunhará a ascensão de Fidel, da perspectiva de uma família burguesa. É a saborosa "La rosa blanca", narrativa em que pontifica uma geniosa e aliciante garotinha de nome Lenita.

Em outro conto de Poses assistimos a uma sessão de dublagem numa rua central de São Paulo. Não será, contudo, uma sessão corriqueira, pois os limites que separam a realidade da fantasia são rompidos. O resultado é hilariante e ao mesmo tempo sugere diversas indagações sobre os limites impostos em nosso cotidiano pelo hábito, pelos costumes e pelas objetivas condições materiais do meio.

O museu Marmottan, em Paris, é o museu de Monet, e cenário para outro conto em que um luminoso e inesperado momento de magia tem lugar. Mágico também é o conto do ilusionista argentino, que planeja sua mais surpreeendente prestidigitação com o fito de unir-se novamente à mulher amada. Por trás disso tudo, o anseio humano de eternizar-se.

"Sobre quatro patas" tem lugar em uma hipotética cidadezinha brasileira, com seu ar pacato e provinciano. O protagonista dessa novela é um cão e o fio narrativo explora a rivalidade entre este e um carroceiro. Em que medida temos nosso destino em nossas mãos?

Daunt é um incansável inventor de narradores. Cada um deles é diverso do outro, pois cada um deles surge da necessidade de melhor costurar a história e de melhor explorar o material disponível, para extrair a expressividade planejada, de modo talvez similar ao do camaleão que muda de cor para se adaptar ao meio, para assim extrair dele seu instante de vida. Mas não se engane o leitor, cada texto traz as marcas e o sinete especial de seu criador.

Sua obra ficcional registra a presença de uma variedade impressionante de temas e lugares, bem como uma preocupação muito nítida de abarcar vários ambientes, no intuito de recompor um universo que é multitudinário e caleidoscópico, mas ao mesmo tempo totalizante. Provavelmente concorre para esse intuito o fato de o autor dedicar-se a gêneros e fôrmas literárias diversos, fazendo isso com idêntico empenho e por certo usufruindo da contigüidade de pressupostos e métodos de abordagem diversos, caso por exemplo do ensaísmo literário e do romance; ou da poesia e do conto.

Poses sintetiza a estesia do autor de maneira muito feliz, porque ilustra a caráter em primeiro lugar a diversidade de interesses do Autor, e em segundo lugar porque deixa transparecer um sistema de olhar o mundo e um lastro racional-afetivo voltados para investigar o instante e capturar o detalhe fortuito, fundamentos que resultam, sob o ponto de vista de sua recepção, em narrativas extremamente originais, fluentes e fascinantes, que por certo cativarão o leitor.

Esse livro encerra de maneira magistral uma tetralogia de contos e novelas - "Ciclo urbano"- iniciada no final dos anos 70, agregando e intensificando aquelas características já marcantes na produção do autor: grande inventividade, domínio expressivo e engenho incomum, que fazem de Ricardo Daunt um dos grandes nomes de nossa literatura.

O primeiro livro de Ricardo Daunt foi Juan, editado em 1975 pela José Olympio. Publicou entre outros: Homem na prateleira (contos), pela editora Ática e Grito empalhado (novelas), pela Civilização Brasileira, ambos em 1979; editou o romance Manuário de Vidal em 1981 e Endereços úteis (contos), em 1984, pela Codecri.

Escreveu também T. S. Eliot e Fernando Pessoa: diálogos de New Haven (ensaios), publicado pela Landy Editora e Anacrusa (romance) pela Nankin Editorial. Ambos vieram a lume em 2004.

Poses saiu em março de 2005, pela Via Lettera, de São Paulo. Em 2005 a Landy editará Audácia do tédio. Panorama estético do Orpheu em Portugal, em 2 volumes, juntamente com a Obra poética de Cesário Verde, preparada por ele, com cartas inéditas. Em seguida lança também seu ensaio literário Cesário Verde: um poeta no meio-fio do paraíso.

Un nuevo continente: antología del surrealismo en la poesía de nuestra América, de Floriano Martins7. Un nuevo continente: antología del surrealismo en la poesía de nuestra América, de Floriano Martins (projeto editorial, seleção e estudo introdutório). Ediciones Andrómeda. San José, Costa Rica. 2004.

Criado por André Breton (1896-1966) e outros poetas em Paris na década de 20, o Surrealismo logo deixou as fronteiras francesas para alcançar adeptos em todo o mundo. Porque não era uma nova linguagem a ser combatida ou aceita, o movimento propunha, isso sim, um questionamento das linguagens que se apresentavam como irredutíveis. Era também uma tentativa de converter a poesia em bem comum, mas, acima de tudo, uma manifestação do inconsciente e, por isso, conquistou tantos seguidores, alguns que nem mesmo seriam aceitos pelo novo corifeu.

Para mapear a influência do Surrealismo na poesia do continente americano, o poeta Floriano Martins decidiu, além de fazer um estudo introdutório, reunir os nomes mais representativos que se deixaram influenciar pelo movimento em suas produções. E produziu Un nuevo continente: antología del Surrealismo en la poesía de Nuestra América, lançado em 2004 pela Ediciones Andrómeda, de San José da Costa Rica.

Nascido em Fortaleza, Ceará, em 1957, onde reside, Floriano Martins é poeta, ensaísta, tradutor e editor, mas especialmente tem se dedicado a estudar a literatura hispano-americana, sobretudo em relação à poesia. É autor de Escritura Conquistada (Diálogos con poetas latinoamericanos), de 1998, e El inicio de la búsqueda (El Surrealismo en la poesía de América Latina), de 2001.

Em 1998, publicou traduções de Poemas de amor, de Federico García Lorca, e Delito por bailar chá-chá-chá, de Guillermo Cabera Infante, seguidas de Dos poetas cubanos, de Jorge Rodríguez Padrón, de 1999, Tres entradas para Puerto Rico, de José Luis Vega, de 2000, e La novena generación, de Alfonso Peña, de 2000. Publicou ainda as obras de poesia Alma em chamas (1998), Cenizas del sol (2001), Extravío de noches (2001) e Estudos de pele (2004).

Alma irrequieta, Martins ainda encontra tempo para editar, juntamente com o poeta Claudio Willer, de São Paulo, a revista eletrônica Agulha (www.revista.agulha.nom.br), coordenar o projeto Banda Hispânica do Jornal de Poesia e ainda dirigir, em colaboração com Maria Estela Guedes, o dossiê surrealista “Poesia e Liberdade” na revista eletrônica TriploV, de Portugal.

Como ensaísta fez, em novembro de 2003, na Academia Brasileira de Letras, a conferência “O Surrealismo no Brasil”, que acaba de sair no segundo tomo de Escolas Literárias do Brasil, edição em dois volumes coordenada pelo poeta Ivan Junqueira, presidente da instituição. O texto é, sem dúvida, aquele que mais bem situa historicamente a presença do Surrealismo em terras brasileiras.

Diz Martins que o Surrealismo penetrou na cultura brasileira “de forma indireta, tendo como pontos de costura tanto as afirmações de Flávio de Carvalho, Jorge de Lima, Aníbal Machado, como as simpatias de Pagu e Murilo Mendes e posteriormente a participação mais estranhável de Maria Martins”. Oficialmente, porém, o Surrealismo chega ao Brasil em 1965, com o estabelecimento de um grupo surrealista em São Paulo, capitaneado por Sérgio Lima, que aderira ao grupo parisiense em 1961, quando de sua residência na França.

À mesma época, já havia em São Paulo um grupo de poetas interessados no que ocorria na América do Norte, especialmente pela movimentação poética da beat generation e pela contracultura. Estavam assim, por extensão, afinados com o Surrealismo, porque a beat generation havia se deixado impregnar pelos valores surrealistas, ainda que André Breton nunca houvesse de reconhecer isso.

Esses poetas de São Paulo, como Allen Ginsberg, Burroughs e Jack Kerouac nos Estados Unidos, também nunca integrariam oficialmente o grupo surrealista de Sérgio Lima: Claudio Willer e Roberto Piva. A razão do impedimento da adesão formal de ambos ao Surrealismo, diz Martins, “ambientava certa reserva da parte do próprio Breton em aceitar desdobramentos do Surrealismo”, de que poderiam ser exemplos tanto o abstracionismo como a geração beat e a contracultura.

Ao fazer essa reconstituição histórica do que foi a influência do Surrealismo no Brasil, Martins escolheu exatamente poemas de Sérgio Lima, Claudio Willer e Roberto Piva para representar o Brasil em sua antologia. Willer é com Martins co-editor da revista eletrônica Agulha, mas em sua escolha não há nenhum laivo de compadrio ou amizade: Willer é mesmo uma das vozes mais representativas de um tipo de poesia que, no Brasil, sempre foi marginalizada, pouco estudada na academia, talvez porque ligada à contracultura, mas que, finalmente, começa a ser reconhecida exatamente por sua alta qualidade literária, por suas imagens às vezes extravagantes, mas essencialmente poéticas.

No continente americano, diz Martins em seu estudo introdutório “Surrealismo: un cadáver extranho de la poesía como bien común”, a aventura surrealista tem mantido uma relação clara com forças antagônicas - a magia e o positivismo -, lembrando que, se tem dialogado intensamente com a primeira, sempre se colocou visceralmente contra as argumentações conservadoras que mais se assemelham a imposições. De fato, a idéia do Surrealismo de escrita automática gerou grandes reações por parte daqueles que se agarravam à razão cartesiana tanto à esquerda como à direita do espectro político.

Martins reconhece que fazer uma antologia não passa de uma viagem por um universo de sugestões. Escolheu trinta poetas e todas as suas escolhas foram acertadas, ainda que grandes poetas possam ter ficado no esquecimento. Mas esse é o risco de toda antologia.

Entre os poetas escolhidos, além dos brasileiros, os argentinos Aldo Pellegrini e Enrique Molina, o peruano César Moro, o costarriquenho Max Jiménez e o dominicano Freddy Gatón Arce valem a viagem, embora o mais especial seja mesmo o martinicano Aimé Césaire, que fez das descobertas do Surrealismo o caminho para a negritude, tendo se utilizado de uma técnica européia para o seu reencontro com a cultura africana.

Além de Césaire, o norte-americano Philip Lamantia e os canadenses Roland Giguère e Paul-Marie Lapointe e o haitiano Clément Magloire Saint-Aude completam uma lista basicamente de latino-americanos, que ainda inclui os chilenos Rosamel del Valle, Braulio Arenas, Teofilo Cid, Enrique Gómez-Correa e Ludwig Zeller, o peruano Emilio Adolfo Westphalen, o equatoriano César Dávila Andrade, os argentinos Olga Orozco, Francisco Madariaga, Julio Llinás e Alejandro Puga, a costarriquenha Eunice Odio, os venezuelanos Juan Sánchez Peláez, José Lira Sosa e Juan Calzadilla, o cubano Lorenzo García Vega e o colombiano Raúl Henao. Esperamos, agora, que Floriano Martins faça a versão da antologia para o português.

[Adelto Gonçalves]

De La Araucana a Butamalón. El discurso de la conquista y el canon de la literatura chilena, de Eduardo Barraza8. De La Araucana a Butamalón. El discurso de la conquista y el canon de la literatura chilena, de Eduardo Barraza. Valdivia. 2004.

De La Araucana a Butamalón. El discurso de la conquista y el canon de la literatura chilena, es el título de la última publicación del Dr. Eduardo Barraza, académico de la Universidad de Los Lagos. La edición estuvo a cargo del Dr. Claudio Wagner de la Universidad Austral y está prologada por el Dr. Gilberto Triviños de la Universidad de Concepción. Sobre esta obra, G. Triviños afirma que "la novedad provocadora de este libro no reside estrictamente en el descubrimiento de las voces de los otros en los intersticios mismos de los textos coloniales que las silencian o estigmatizan… reside, sobre todo, en el hallazgo, descripción y análisis del discurso de la conquista comprendido como serie textual que se extiende con diversos grados de frecuencia, a través de todos los siglos coloniales y republicanos de nuestra historia. La liberación de los límites temporales en que dicha serie ha sido hasta ahora confinada tiene insospechadas consecuencias dentro del estudio de la literatura chilena". En 314 páginas -que comprenden una fundamentación teórica, seis rigurosos capítulos, actualizada bibliografía e ilustrativos anexos- esta investigación sustenta la tesis de que a partir de La Araucana de Ercilla se constituyó el canon del discurso de la conquista en términos de "celebración o canto a las victoriosas y memorables empresas de los españoles en la Araucanía". Por lo mismo, el canon excluye toda posibilidad de un discurso elegíaco o sobre el "llanto" que provoca una derrota, vale decir, la máxima no es escribir acerca de las rebeliones y empresas victoriosas logradas por los araucanos sobre los conquistadores. Tal temática no sería digna de memoria sino que debía relegarse al silencio, sea en la escritura colonial, republicana o en la época actual. El libro de E. Barraza contribuye, así, al incremento de los estudios críticos del discurso colonial y de la literatura chilena en particular. Aparte de una propuesta teórico-metodológica -aplicada a un extenso corpus textual- se investigan y discuten los diversos modos como la literatura chilena recupera esas historias "no contadas" ni celebradas, cuya expresión más reciente se expresa en Butamalón de Eduardo Labarca. Esta novela trata, precisamente, de la victoriosa empresa de Pelantaro e indaga en la constitución interétnica de la nación mediante innovadores y poco frecuentes procedimientos discursivos que plantean nuevas exigencias de cooperación textual a sus lectores.


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