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Rubênio Marcelo
Visões estelares
(Ou “Um Soneto Para Duas Estrelas”)
No negro infinito, oh bela estrela!...
Oh linda aquarela que faz recordar
De outra estrela, radiante, tão bela...
Garbosa donzela: estrela-do-mar!
Formosa ninfeta. Perfeita donzela,
Oh! leda gazela, magia estelar!
Olhar que fazia meu mar sem procela;
Só ela era a guia do meu estradar.
Ah! Estela do mar, que um dia em segredo
Jurou-me – sem medo, com brilho ardente –
Ser minha somente, até em degredo!
Mas hoje, tão longe, consciente/mente,
Rebrilha ausente com lume sem fim,
Qual estrela celeste distante de mim...
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