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Rubenio Marcelo
Último soneto
É noite. Entro no
meu dormitório.
Quem sabe, amanhã não acordarei;
Talvez na madrugada já estarei
Com Láqueis, trilhando destino inglório...
Meus sonhos... deixarei no escritório.
As senhas, no cartório deixarei;
E as minhas cousas vãs jamais verei;
Tampouco meu retrato merencório.
A máquina do fim está montada.
E nessa derradeira madrugada,
As Parcas puxarão os meus cabelos.
Nesse meu solilóquio final,
Num transcendentalíssimo ideal,
Darei adeus a todos pesadelos!
(Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras)
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