Canções populares do Brasil
Cantar para viver
Aquarela do Brasil
Maringá
A Casinha pequenina
As pastorinhas
Luar do sertão
Negrinho do pastoreio

Remetente: 
Walter Cid


CANTAR PARA VIVER
Letra: Sylvio Salema
Música: Heitor Villa-Lobos
 

Brasil!
Teu povo é forte.
Como é grande a tua terra.
Brasil!
Em tuas grandes matas verdes,
Canta a passarada
Em gorjeios mil!

Queremos com alegria
Do trabalho e do saber,
Saudar,
O céu, nossa linda  terra,
Nosso verde mar,
Queremos com prazer cantar.

As nossa praias brancas,
Que as ondas vêm beijar,
Lembram os homens fortes,
Que vivem a pescar.
Cantar é saber
Viver pelo Brasil,
Para ensinar ao povo varonil
Que esta terra forte
Há de ser nossa até morrer,
Porque nos viu nascer!...
 





 

AQUARELA DO BRASIL
Letra e música : Ary Barroso
 

Brasil !
Meu Brasil brasileiro,
Meu mulato inzoneiro,
Vou cantar-te nos meus versos...
Ô Brasil, samba, que dá
Bamboleio, que faz gingá.
Ô Brasil, do meu amor,
Terra de nosso senhor.
Brasil!
Brasil!
Pra mim...
Pra mim...

Ô abre a cortina do passado,
Tira a mãe preta do serrado,
Bota o rei Congo no congado,
Brasil!
Brasil!

Deixa, cantar de novo o trovador,
À merencória luz da lua,
Toda a canção do meu amor...
Quero, ver a “sa dona” caminhando,
Pelos salões arrastando
O seu vestido de rendado
Brasil!
Brasil!
Pra mim...
Pra mim...

Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiscreto.
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo se admirá,
Ô Brasil do meu amor,
Terra de Nosso Senhor.
Brasil!
Brasil!
Pra mim...
Pra mim...

Ô esse coqueiro que dá coco,
Oi onde amarro a minha rede
Nas noites claras de luar.
Brasil!
Brasil!
 

Ô oi essas fontes murmurantes
Oi onde eu mato minha sede
E onde a lua vem brincá.
Oi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro,
Terra de samba e pandeiro.
Brasil!
Brasil!
Pra mim...
Pra mim...





 
 

MARINGÁ
Letra e música: Joubert de Carvalho
 

Foi numa leva,
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.
E junto dela veio alguém que suplicou
Pra que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou.
 

Estribilho
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá:
Maringá, Maringá,
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.
Maringá, Maringá,
Volta aqui pro meu sertão
Pra, de novo, o coração
De um caboclo assossegá.
 

Antigamente,
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal.
Mas, veio a seca,
E toda a chuva foi-se embora,
Só restando, então, as águas
Dos meus olhos, quando chora.




A CASINHA PEQUENINA
( Folclore brasileiro)
 

Tu não te lembras da casinha pequenina,
onde o nosso amor nasceu?
Ai!
Tu não te lembras da casinha pequenina,
Onde o nosso amor nasceu?
 

Tinha um coqueiro do lado que, coitado,       (Bis)
De saudade já morreu.                                       “
 

Tu não te lembras das juras e perjuras,
Que fizeste com fervor?
Ai!
Tu não te lembras das juras e perjuras,
Que fizeste com fervor?
 

Daquele beijo demorado, prolongado                (Bis)
Que selou o nosso amor.                                        “
 

Tu não te lembras do olhar, que, com pesar,
Disse o adeus da despedida?
Ai!
Tu não te lembras do olhar, que, com pesar,
Disse o adeus da despedida?
 

Eu fiquei abandonado, desolado                            (Bis)
E a chorar por toda a vida.                                         “
 





AS PASTORINHAS
Letra: João de Barro
Música: Noel Rosa
 
 

A estrela d’alva
No céu desponta
E a lua anda tonta
Com tamanho esplendor!
E as pastorinhas,
Pra consolo da lua,
Vão cantando, na rua,
Lindos versos de amor.
 

Linda pastora,
Morena da cor de Madalena,
Tu não tens pena de mim,
Que vivo tonto
Com o teu olhar!
Linda criança,
Tu não me sais da lembrança!
Meu coração não se cansa
De sempre, sempre, te amar!





LUAR DO SERTÃO
Letra e música: Catulo da Paixão Cearense
 

Ó!  que saudade
do luar da minha terra,
lá na serra,
branquejando folhas secas
pelo chão!
Este luar, cá da cidade,
tão escuro,
não tem aquela saudade
Do luar 
lá do sertão
 

Estribilho
Não há                        (Bis)
Ó gente
Ó não
luar,
Como esse
Do sertão
 

Se a lua nasce
por detrás da verde mata
mais parece
um sol de prata,
prateando
a solidão!
E a gente pega na viola,
que ponteia,
e a canção
é a lua cheia,
a nos nascer
do coração!
 

Quando vermelha,
no sertão
desponta a lua,
dentro d’alma
onde flutua,
também 
rubra.
nasce a dor!
E a lua sobe...
E o sangue muda
em claridade!...
E a nossa dor
muda
em saudade...
branca...
assim...
da mesma
cor!!!
 

Ai! Quem me dera
que eu morresse lá na serra,
abraçado à minha terra,
e dormindo de uma vez!
Ser enterrado
numa grota pequenina,
onde, à tarde,
a sururina
chora a sua viuvez!
 

Diz uma trova,
que o sertão todo conhece,
que, se à noite,
o céu floresce,
nos encanta,
e nos seduz,
é porque rouba dos sertões
as flores belas
com que faz essas estrelas
lá do seu jardim de luz!!!
 

Mas como é lindo ver,
depois,
por entre o mato,
deslizar,
calmo, 
o regato,
transparente como um véu,
no leito azul das suas águas,
murmurando,
ir, por sua vez,
roubando 
as estrelas
lá do céu!!!
 

A gente fria
desta terra,
sem poesia,
não se importa com esta lua,
nem faz caso do luar!
Enquanto a onça,
lá na verde capoeira,
leva uma hora
Inteira, 
vendo a lua,
a meditar!
 

Coisa mais bela neste mundo
não existe,
do que ouvir 
um galo triste,
no sertão, 
se faz luar!!!
Parece até que a alma da lua
é que descanta,
escondida
na garganta
desse galo 
a soluçar!
 

Se Deus me ouvisse
com amor
e caridade, me faria
esta  vontade,
- o ideal do coração!
Era que a morte,
a descantar,
me surpreendesse,
e eu morresse, 
numa noite de luar,
no meu sertão!

 





NEGRINHO DO PASTOREIO
Letra e música: Barbosa Lessa
 

Negrinho do Pastoreio,
Acendo esta vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que perdi.
 

Negrinho do pastoreio,
Traze a mim o meu rincão.
Eu te acendo esta velinha,
Nela esta meu coração.
 

Estribilho
Quero ver meu lindo pago
Coloreado de pitanga.
Quero ver a gauchinha
A brincar na água da sanga.
 

E a trotear pelas coxilhas,
Respirando a liberdade,
Que eu perdi naquele dia.
Que me embretei na cidade.
 

Negrinho do pastoreio,
Acendo esta vela pra ti
E peço que me devolvas
A querência que perdi.
 

Negrinho do pastoreio,
Traze a mim o meu rincão.
A velinha está queimando,
E  aquecendo a tradição.



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