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Digliane Melo Almeida 

diglianealmeida@yahoo.com.br


Ensaio, crítica, resenha & comentário: 


Fortuna: 


Alguma notícia da autora: Digliane Melo Almeida graduou-se em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa, pela Universidade da Amazônia. Começou a escrever contos em 2007. Em 2008, obteve no Festival de Arte da Assembléia Legislativa o primeiro lugar. A autora foi vencedora do Prêmio Barão de Guajará – Gênero Monografia, no ano de 2006, em um concurso promovido pela Academia Paraense de Letras, com o livro “A Poética Marginal de Cazuza: Em busca de uma Ideologia”, editado pela Imprensa Oficial do Estado do Pará com a tiragem de mil exemplares. Foi, também, vencedora do prêmio Dalcídio Jurandir na categoria Contos, com o livro “Chão de Açúcar” cujo lançamento está previsto para Novembro. [2009]

 

Thomas Colle,  The Return, 1837

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Benedicto Ferri de Barros

 

albano Martins

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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John William Godward (British, 1861-1922), Belleza Pompeiana, detail

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Allan R. Banks (USA) - Hanna

 

  

 

 
 

Digliane Melo Almeida
 


 

A coisa pegou fogo na www. Correu um email em nome da psicóloga Karla Christine — não sei se verdadeiro — descendo a lenha em Cazuza. Do outro lado, o belo livro de Digliane Melo Almeida. Trago-lhes a dupla notícia. Não para vilipendiar o Cazuza; nem a psicóloga; mas a demonstrar como, em nome do Pluralismo, devemos conviver com os contrários: respeito.

Em primeiro, o email recebido do poeta Pedro Ornellas, pau e cobra, isto é, em símile;

 

Sent: Thursday, October 02, 2008 3:06 PM

Subject: Herói ou vilão?


 

Recebi essa matéria, pesquisei, vi que está criando polêmica e não podia ser diferente. Comentário muito interessante. Cada um tire suas conclusões. Particularmente admiro quem, ao invés de dizer "amém" e seguir a corrente, tem coragem de expor um ponto de vista refletido sem medo de ser impopular. Dou parabéns a essa psicóloga. Ela assistiu o filme Cazuza e escreveu: 

 

"Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados. 

Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. 

São esses pais que devemos ter como exemplo? Cazuza só começou a gravar pois o pai era diretor de uma grande gravadora. Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante. Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não. 

Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.  

Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?  

Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor. Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário? Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor. 

Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde.. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser 'amigo'  de seus filhos.. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre. Karla Christine, Psicóloga Clínica"

 

 

 

Não sei se a psicóloga Karla Christine existe em carne e osso ou se seria mais ficção, tipo "poema de Borges" de que a www está cheia. Conferi no Google e encontrei algumas referências a um mesmo nome, consultório médico em BH.

Pelo sim, pelo não, tenho que a polêmica está interessante, não como um ataque a Cazuza, mas a demonstrar a necessidade de convivermos neste mundo tão múltiplo. O respeito, afinal.

Pois vejamos agora, palavras de Digliane Melo Almeida — trata-se de uma obra vasta, não é uma mera biografia, mas um ensaio, tese, monografia, livro, como queiram chamar —, em que ela finaliza (faço questão de mostrar, em símile), pág. 98:

 

No mesmo tom, o prefácio, de Daniel da Rocha Leite, também pau e cobra, isto é, em símile (pena que também em símile não seja possível colocar o libelo da psicóloga que, repito, não sei se é verdadeiro):

 

 

O livro de Digliane acaso faz jus ao prefácio? Ora, se faz! É muito mais!, digo-lhes eu.

Vou conseguir o email dela para que entrem em contato. (Aliás, já consegui: diglianealmeida@yahoo.com.br. O de Daniel da Rocha Leite, autor do prefácio, está acima, é só clicar.

Ah, sim, o livro pode ser adquirido diretamente com a autora, via email, ou nas livrarias da Cidade do Pará, dita Belém.

                                                          Soares Feitosa

 

 

 

 
 

 

 

 
Culpa

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Herbert Draper (British, 1864-1920), A water baby