Da Costa e Silva

Selva Selvaggia
 
 
... Vi-me, sem o saber, perdido e errante
Por uma selva escura e misteriosa,
Como aquela floresta fabulosa,
Por onde errava o espírito do Dante.

Atônito e indeciso eu fiquei, diante
Do dédalo de sombras, de alma ansiosa
Como se dentro de uma nebulosa
Visse a livre amplidão do azul distante...

Andei às tontas, como que à procura,
Pelo instinto profético e divino,
De incerta luz na pávida espessura...

E, só conjeturava em desatino:
Que seria esta selva estranha e escura?
Eu pensei que era a Vida... Era o Destino.

 
 

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Página editada por  Alisson de Castro,  Jornal de Poesia,  07  de  Agosto  de  1998