Antônio Ribeiro dos Santos


Ode Anacreôntica

Amor se queixa Que está roubado; Que os farpões, Nize, Lhe tem furtado. Em ira aceso, Qual fero Marte Te busca, ó Nize, Por toda a parte. Ah! tem jurado, Que se te alcança, Há de tomar Crua vingança. Mas tu não fujas, De Amor não temas Nem seta, ou dardo, Ou vis algemas. Se ele vier Com fero ardor, Põe-te risonha, Ri-te de Amor. Desses teus olhos Com um só mover O bravo Amor Podes vencer. Se contra ti Os céus armar, Dos deuses todos Podes zombar. Cum só volver Dos olhos teus Podes vencer Amor e os céus.


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