António Arnaut

Portugal

Escrevo o teu nome, corpo inteiro de uma saudade celular. A imagem que me vem é de um pinheiro numa fraga batida pelo mar. Marinheiro caminheiro entre pélagos de noite e de luar. Praia de vento à espera. Ermas colinas, rugas do teu rosto, cortadas por um longo veio de mosto que traz em cada outono a primavera. Trovador lavrador de um chão de saibro e quimera.


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