José Armelim

Testamento

Um dia quando morrer (agora não) Quero que me toquem guitarra. Quero dizer: Qualquer coisa como variação. Quero que chore a guitarra, mas com garra! Venham senhoras e venham senhores! Depois, por favor, façam-me um bem: Que um a um deponha flores, Na campa da minha mãe. Essas flores que são dela, Eu já não lhas poderei dar, Pois já lá estarei com ela. E a guitarra será fado. O fado que hei-de cantar, Lá longe do outro lado! (... e assim foi!)


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