André Ricardo Barreto de Oliveira

08/92 
 
Ontem a chuva caiu, e lavou o céu e as nuvens. 
Hoje, a terra úmida exala um aroma morno. 
Terra morna. 
Aroma morno. 
Hoje, o sol empresta ao dia um tom morno. 
Vendo o dia, e vendo suas cores, 
Eu poderia me sentir até mesmo feliz, 
Enquanto volto, sem querer, para o dia que passou. 
Para a chuva, que desceu escura e mansa, 
Para a chuva fina que molhou os corações. 
Para a chuva, que nos entristeceu de tantas formas, 
Mas que trouxe para nós, em suas gotas, 
Uma tardia sensação de paz. 
Purple rain comes down... 
Black rain comes down. 
Mas o sol amarelo 
Está ainda sobre o céu azul 
Céu branco, céu amarelo, azul e branco. 
O branco, o branco límpido, o branco sem culpa, 
Branco inocente, branco honesto e lúcido, 
Branco de luz, da luz branca que passará por mim 
Levando toda a mácula, da minha alma inteira 
Inteiramente branca, quando me dissolverei 
Porém lavado em branco, e completo em mim mesmo.
 
 
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