André Ricardo Barreto de Oliveira

Morte na locomotiva
 
 Vai sentada, em um trem, uma donzela,  
Na cabine fechada, a tarde quente,  
Repousa e sonha, despreocupadamente,  
Em sua juventude fresca e bela.  

O engenheiro que viaja na janela  
Parece calmo, mas no fundo é um demente,  
Estrangula a mocinha de repente  
Viola e esquarteja o corpo dela.  

Depois de consumada a obra tétrica  
Chega ao destino o trem, e dele desce  
O assassino, que desaparece.  

Mas, apressado, na cabine esquece  
(Por isso é preso) a sua fita métrica  
E um mês depois é morto na cadeira elétrica.

 
 
  Remetente poeta@internetcom.com.br 
 ÍNDICE DO AUTOR | PÁGINA PRINCIPAL