Antônio Ribeiro da Costa


Soneto

Em salva de esmeralda posta a neve, escuma em verde mar, cristal vistoso, um copo de diamante precioso, bandeira que tremola ao vento leve; estrela reduzida a termo breve, de alabastro gomil aparatoso, arminho, ou cisne, em campo deleitoso, com seu pé a açucena se descreve: se eu tivera ciência, que alcançara a dizer como quero seus louvores, o que a açucena é, eu o mostrara: só direi que na vista, e nos candores, se de noite a encontrasse, me assombrara, parecendo-me ser alma das flores.


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