Archangelus de Guimaraens 

Ouro Preto
    
 
À sombra de teus cerros altaneiros
E em ouvindo o rumor de tuas fontes,
Eu vi florir sonhos aventureiros,
Em busca de longínquos horizontes!

Aí sorriu-me a vida anos inteiros!
E nas tardes de abril, nas tuas pontes,
A surdina senti de teus ribeiros,
A marulhar por entre escuros montes...

Julgo ouvir inda o sino das ermidas,
Brancas, no alto, para os céus erguidas,
Rezando Ave-Marias pelo poente.

E o teu luar em noites perfumadas,
Lembra as falas de amor apaixonadas
De Dirceu e Marília, docemente!...

 
 
Remetente: Marlene Andrade Martins
 

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Página editada por  Alisson de Castro,  Jornal de Poesia,  02 de dezembro de 1997