Almeida Garrett

Voz e Aroma
 
            
A brisa vaga no prado,
Perfume nem voz não tem;
Quem canta é o ramo agitado,
O aroma é da flor que vem.
 

A mim, tornem-me essas flores
Que uma a uma vi murchar,
Restituam-me os verdores
Aos ramos que eu vi secar...
 

E em torrentes de harmonia
Minha alma se exalará,
Esta alma que muda e fria
Nem sabe se existe já.

 Remetente : Ricardo Madeira
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 Página editada por  Carlos Rosemberg,  Jornal de Poesia,  25 de novembro de 1997