revista de cultura # 58
fortaleza, são paulo - julho/agosto de 2007






 

Dora Ferreira da Silva: caminhos em direção ao sagrado

Constança Marcondes Cesar

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Dora Ferreira da SilvaA obra de Dora Ferreira da Silva (1918-2006) apresenta uma tríplice expressão: a poesia, o ensaio, a tradução. Nessa triplicidade, a busca apaixonada do sagrado aparece como um denominador comum.

A busca empreendida é uma ruptura com a religiosidade comum, pouco comprometida, do homem contemporâneo. Recusa também a expressão da religiosidade massificada, emocionalista e superficial que encontramos nas manifestações correntes.

Essa ruptura se mostra nas três dimensões do seu trabalho; mas é na poesia que a obra de Dora alcança seu máximo fulgor.

As fontes de sua obra, no horizonte da poesia, são o romantismo alemão, especialmente Hölderlin e Novalis; a filosofia de Heidegger, no que diz respeito à significação do poeta, à concepção do significado da obra poética; a fenomenologia da religião, particularmente em Kerényi e Walter Otto; a poesia de Rilke, autor do qual traduziu, de modo incomparável, as Elegias e A vida de Maria; Saint-John Perse, Elliot, Lawrence.

É preciso dizer que a obra poética de Dora é profundamente marcada pelo diálogo constante com seu marido e com pensadores que freqüentavam a casa de ambos, entre as décadas de 1940 e 1960. Esse diálogo tem, na obra de Vicente Ferreira da Silva, um exemplo importante no texto do filósofo, “Sobre a Poesia e o Poeta”, que a própria poeta assinalava como um marco desse convívio.

Aqui encontramos a caracterização do poeta como mediador entre os deuses e os homens, tema que perpassa as fontes diversas a que Dora recorreu.

Numa primeira etapa do seu itinerário, a poeta retoma os mitos gregos e procura, na perspectiva de um neo-paganismo, a celebração do sagrado, o mito vivo, a proximidade com Deus através da pluralidade dos deuses. É na tradição arcaica, pré-cristã, dos deuses gregos, que a poeta reencontra, num tempo de crise e secularização, a poderosa presença do sagrado.

Desde Andanças, poemas escritos entre 1948 e 1970, a referência aos mitos de Koré/Perséfone,  Orfeu, Diana, Dioniso, Eros e Psiqué, já aparecem. Também são assinalados como modelos paradigmáticos e diálogo privilegiado, o poeta Hölderlin e Guimarães Rosa.

Essa referência se intensifica em Uma via de ver as coisas, onde a linha temporal, desdobrada em presente (“Aqui”) e passado (“Antes”), dialoga com o sem tempo determinado e a eternidade (“Quando”, “Sempre”).

Siegbert FranklinA referência aos mitos de Orfeu, Apolo, Mnemósina, Poseidon, Atenas, aparece na dimensão do passado, que é trazido com toda sua intensidade e força, no percurso de Delfos, Atenas e Cabo Sounion. Resultante da visita à Grécia, provavelmente, a série de poemas encontra a sacralidade arcáica, viva: a poeta se identifica com Orfeu, modelo paradigmático, uma vez mais: “Canto canções / para os que morreram / (…) sob as folhas vivas / sustento na mão a lira. / É isso a solidão”. E no belíssimo “A Apolo”, a celebração do deus é invocação e diálogo com a divindade: “E tu, perfeito, / estás onde és, / no ar da safira incrustado / em teus olhos (…) és o fiel, / o que perdura”.

É preciso dizer que se há uma nota dominante, na evocação da sacralidade arcaica, tornando os deuses presentes e vivos, o que sugere um neo-paganismo, Dora, já em Andanças anuncia um certo vínculo cm o cristianismo, que será retomado de modo a ser conciliada a sua mensagem com a dos deuses arcaicos. Poderíamos dizer que na busca do sagrado Dora faz um itinerário que começa pela recusa do cristianismo corrente, recupera o mito vivo, a sacralidade arcáica, e dialoga novamente com o cristianismo, em duas etapas: na primeira, como alguém já tivesse vivido no tempo-limite, na transição da religiosidade arcáica para o cristianismo. Em Andanças, isso aparece no texto sobre o “Cristo-Sol”.

No poema “Recado”, falando de um mundo sem esperança, a poeta anuncia um deus vindouro, possível renovação da idéia do sagrado; trata-se de uma nova revelação, análoga à experimentada pelos que viveram a transição entre a Antigüidade e o surgimento do Cristianismo: “De altos patamares / desce em rutilância o recado do Arcanjo / (…) no arco-íris aproxima-se a Criança”.

O diálogo entre o passado e a eternidade é visto como um diálogo entre o paganismo e a religiosidade apoiada na mística medieval. “Sempre” é um conjunto de poemas que tem como prefácio um texto de Tauler, discípulo de Mestre Eckart. É pela mística cristã, nos píncaros dessa meditação sobre o silêncio, na vida monástica, que Dora começa a recuperar o cristianismo como fonte de inspiração em sua busca pelo sagrado. O poema de abertura dessa parte da obra Uma via de ver as coisas pode exemplificar a trajetória: é dedicado a Chartres, a catedral cristã magnífica, construída sobre as ruínas de um templo de Diana, e que conta com um subsolo, no qual se celebram missas aos mortos, invocando a Nossa Senhora do mundo subterrâneo. Chartres é, cocretamente, a edificação que faz a síntese entre o paganismo e o cristianismo, e a poeta intui essa possibilidade, celebrando a catedral como o lugar onde se realiza o encontro com a eternidade: “Ave, nave, alvíssima, asas voando / no altíssimo Dia”.

O valor místico do silêncio, abertura para a transcendência e a eternidade, aí está presente: “O silêncio tem uma porta / que se abre / para um silêncio maior: / antecâmara do último, / que anuncia outro / depois”.

Em Jardins (esconderijos), de 1979, o tema de Grande Mãe aparece brevemente no poema “Gritos”. E o cristianismo vem à luz no tema do Anjo, símbolo “do eterno [que] tomba no instante”; assim como na referência a São Francisco, modelo na busca da sacralização da existência, indicando a valorização do amor, do silêncio e da vida monástica , temas que aparecem também em Agostinho da Silva, pensador luso-brasileiro com o qual manteve diálogo importante e ao qual é dedicado o livro. Na epígrafe de Agostinho da Silva, estão resumidas as trajetórias do pensador e da poeta. Diz a epígrafe: “… despojamento completo da vontade (…) e a vigorosa ascensão e fusão com o mito, caleidoscópio do nada que é tudo”.

Vejamos o poema “Ícone de São Francisco”: “Peregrino / que nada guardou de si / no alforje do destino / e no corpo tatuado / levou o Amado: / nas mãos dois cravos os pés trespassados”.

Talhamar de 1982, abre-se também com uma epígrafe de Agostinho da Silva, provavelmente carta a Dora, comentando o ciclo de poemas que principia o livro: “Ânforas”: a Grécia arcaica é invocada, assim como os mitos egípcios, fonte dos poemas que inauguram o ciclo seguinte, intitulados Nakt. Seu tema é a barca que conduz mortos.

Diz Agostinho: “Dora (…) voga (…) [e o] Atlântico de África e Brasil se transformará na Barca Divina dos mais antigos que os gregos (…) no único tempo que verdadeiramente importa: o que é contemporâneo do eterno”.

Novamente, nesse livro, marco de maturidade da poeta, a própria capa da primeira edição sugere o mergulho no mar da eternidade e o trânsito permanente entre a vida e a morte. Trata-se da reprodução de pintura mural grega descoberta em 1958 no Túmulo do Mergulhador, em Paestum, Magna Grécia, e escolhida pela autora como capa de seu livro. Nos poemas, Dora celebra os lugares sagrados: Joanina, Dodona, Trikalla, Delfos; e os deuses: Ártemis, Mnemosyne, Afrodite, Dionisos, pois “cada pedra, cada homem ou árvore / vela e desvela uma face rápida e divina”.

Siegbert FranklinCelebra ainda, um deus vindouro, um “novo tempo” de plenitude e felicidade: “beberemos o vinho saboroso, o trigo terá sabor / de trigo e o deus vestirá de amor os corpos nus”.

O poeta é identificado ao sacerdote, aberto ao “antiqüíssimo Som”.

Em Retratos da Origem, Dora canta o itinerário da família, da Albânia à Grécia, da Grécia à Itália e da Itália ao Brasil: “O Épiro é longe, mas é irmão de Conchas”. É o espaço sagrado de Joanina, Kérkyra, da Calábria; é também o laço entre paganismo e cristianismo, num outro nível: “Na Calábria / acariciada por um vento brando / Cristo dança com toda a Natureza”. É a abertura ao sagrado, ao indizível, já presente nas meditações e ensaios inspirados em Rilke, de que dois textos podem ser exemplo: o prefácio que escreveu para os poemas de Hílda Hilst, Sete cantos do poeta para o Anjo, intitulado: “Duas experiências do Angélico”; e o artigo “O duplo reino da vida e da morte”, publicado na Dlogo número 15, revista editada por Dora e por seu marido, o filósofo Vicente Ferreira da Silva.

Em 1972, a poeta fez uma importante tradução comentada das Elegias de Duino, onde reaparece o tema do Anjo; e em 1995, traduziu, também de Rilke, A vida de Maria.

A referência a Rilke é uma constante nos poemas de Dora. A poeta o invoca, dialoga com ele, assume seu olhar, para dizer o sagrado numa tonalidade inspirada no cristianismo. Assim, “Cantares do Itatiaia”, último ciclo de poemas que encerra Retratos da Origem, tem como epígrafe um verso de Rilke: “Com todos os olhos a criatura vê o Aberto”. Nessa seqüência de poemas, Dora celebra o Itatiaia, a casa na montanha “cheia de deuses”, onde a poeta está exposta ao céu noturno, às clareiras, à terra e a água, “ ao del´rio de ser toda a floresta / sem arrefecer / findo o delírio”.

A “casa na floresta”, refúgio na montanha do Itatiaia onde a poeta retirou-se muitas vezes, para contemplar e escrever, já aparece em Talhamar, no ciclo de poemas “Albamar”. É a casa habitada por “milênios (…) o entrante / e os que se foram”, é a montanha onde “em silêncio [a poeta] ouviu a terra”. A montanha, símbolo da transcendência, reaparece em Poemas da Estrangeira nos escritos intitulados “Ciclo da Montanha”; e a temática grega, em “Heládica”, ciclo de poemas seguinte do mesmo livro, invoca Apolo, Dioniso, Hades. Aqui, novamente a temática cristã aparece enlaçada com a grega, como dois registros da experiência do sagrado: os poemas dedicados aos ícones do monte Athos marcaram a transição da religiosidade arcáica à cristã, assim como os dedicados a São Francisco, à festa de Corpus Christi, à Trindade.

Novamente, a epígrafe deste ciclo de poemas, “Fim e começo”, que encerra Poemas da Estrangeira, é um texto de Agostinho da Silva, cuja obra é significativamente associada ao fransciscanismo, à experiência da vida monástica, a Joaquim de Flora. Diz a epígrafe: “Viste agora, Amiga / nascer outra mandala - e as / amamos nós, às suas folhas / e elas vão ser a plena liberdade do homem / e a imaginação imperando / no mundo e o Paraíso enfim reconquistado / e tão absoluto Amor que / todas as filosofias / lhe são apenas achas de / fogo e nele, por Deus, nos consumiremos”.

Siegbert Franklin

Em Cartografias do Imaginário, de 2003, a referência aos deuses antigos persiste: Perséfone, no poema “Flores” e no “Dá-me de beber”; Vênus, nos poemas “Vênus em flor” e “Vênus pensativa”; a celebração dos espaços sagrados, no poema “Epidauro”, o grande centro curativo, no qual Dora encontra a “cura” para os males do homem contemporâneo: a certeza de que “o que governa o universo / não é a mente, é o coração. / Em Epidauro (…) ouvimos bater o coração do mundo. / E então sabemos qual é a cura: (…) / render-se para que nossos pequenos corações batam em uníssono / com o grande coração do mundo”, E o cristianismo reaparece na referência a Patmos, onde “Fim e começo sorriem, / dançando a mesma dança”; e no poema, verdadeira prece, “A Deus”, que podia ser qualquer deus --, no qual a poeta diz: “a vida que vivi sempre te continha / como a um coração”.

No último livro publicado, em 2005, Hídrias, a temática grega reaparece intensamente em “Órfica”, “Leto”, “Ártemis”, “Apolo”, “Narciso”, “Hyacinthos”, Dionisos Dendrites”, “Posseidon”, “A Grande Mãe”, “Koré”, “Perséfone”, “Hades”, “Hécate”. E a transição para o surgimento de novos deuses, significativamente emerge no longo poema “A Síbila”, no qual a poeta assume o papel da profetiza, que lamenta a ausência dos deuses antigos e pressente os vindouros.

A trajetória da poeta, do neo-paganismo ao cristianismo, recuperado através da mística cristã é feita através do encontro com a temática do Anjo na obra de Rilke, dos poemas de San Juan de la Cruz, de Angelus Silesius, da obra de Tauler.

Em estrita colaboração com o Pe. Hubert Lepargneur, traduziu Angelus, Silesius em 1986, enfatizando dísticos do Peregrino Querubínico referentes aos temas do “Deus imanente, da quietude, da entrega amorosa ao único (…), da Trindade (…), da voz do silêncio”. Assinalemos mais um paralelismo entre Agostinho e Dora: Agostinho conhecia bem os místicos espanhóis e Angelus Silesius.

Desde 1995, a poeta participou da equipe de tradução das obras de Jung para o português, publicados pela Editora Vozes. Assim, traduziu: Memórias, Sonhos, Reflexões, 1975; O eu e o inconsciente 1978; Psicologia e Alquimia (1991); O segredo da flor de ouro e Aurora Consurgens (1997); Estudos Alquímicos e Os arquétipos do inconsciente coletivo (2002).

O encontro com a obra de Jung foi profundamente marcante para a poeta, assim como o fora para seu marido, Vicente Ferreira da Silva, o qual, na apresentação do primeiro número da revista Diálogo assinala a obra de Jung como um dos marcos que indicam o surgimento de um novo modo de pensar a relação do homem com o sagrado. A tradução e a convivência com a obra de Jung representou um mergulho profundo da poeta na própria alma. Esse mergulho e a descoberta, paralelamente, da mística cristã, levou Dora a escrever um importante ensaio, em colaboração com o Pe. Hubert Lepargneur: Tauler e Jung: O caminho para o centro, em 1997.

Ressaltamos que a publicação do ensaio corresponde ao mesmo ano de publicação da tradução de O segredo da flor de ouro e do Aurora Consurgens e estabelece uma analogia entre o Deus buscado por Tauler e o si-mesmo jungiano. Prefaciado pelo Padre Ivo Storniolo, que destaca a relação entre psicologia e mística, e a busca da imago Dei, na tradição cristã, o livro é dividido em duas partes. Na primeira, o Padre Lepargneur aborda o tema “Do Eu a Deus pelo Nada”, relacionando Tauler e Jung; e Dora, na segunda parte, trata “Do inconsciente ao sagrado”. Aborda o abandono místico, a trajetória do eu ao sí-mesmo, o confronto com a sombra, a união dos opostos. Na bibliografia utilizada, vemos a referência a Mestre Eckart, a Eliade. É pois através da mística de inspiração neo-platônica que Dora recupera a tradição cristã. O Deus assim alcançado é absolutamente transcendente, está para além de todos os nomes, de todos os credos; é encontrado no ápice da alma, como unidade primordial do sagrado e do mundo.

Siegbert FranklinÉ citando Tauler, no fim do texto, que a poeta reconhece um paralelismo “da psicologia profunda, da mística e da poesia”, como temas de reflexão, mas, principalmente como “vivências de espíritos que se aprofundam em regiões abissais (…). nas culminâncias ou profundezas da experiência humana do amor e do divino e também do conhecimento ,essas confluência ocorrem e nossa atitude afinal só poderá ser de gratidão, reverência”.

O percurso de Dora, em direção ao sagrado, foi o encontro com a morte e com a proximidade dos deuses; foi o confronto com a sombra e o demoníaco, bem como a superação dos obstáculos no caminho. Foi a celebração da vida, da paixão e do entusiasmo, da alegria de reconhecer, no mais elementar da natureza circundante, a secreta e silenciosa harmonia que perpassa tudo o que vive, a totalidade do existente.

É no horizonte de todas essas confluências, da tradição grega, da mística cristã, das ordens monásticas, da psicologia profunda; é no ápice de uma reflexão de fundo neo-platônico e da ontologia hermenêutica de Heidegger, que Dora redescobre o sagrado.

Sua trajetória, no âmbito da poesia, do ensaio, da tradução, tem analogias profundas com a trajetória intelectual de seu marido, o filósofo Vicente Ferreira da Silva. Essa busca análoga está indicada na obra de Vicente pelos recursos a fontes semelhantes: Heidegger, Kérenyi, Novalis, Hölderlin, Schelling, dentre outros autores; na filosofia da mitologia, uma de suas contribuições mais importantes.

Dora falava de “famílias espirituais” para indicar a identidade da busca pelo sentido da vida, do mundo e do homem, da Transcendência.

É de uma família espiritual que podemos falar, abordando a relação entre Vicente e Dora: uma profunda convergência de vida e obra os integra. E nessa família, podemos inscrever os seus diferentes amigos, com os quais mantiveram fecundo diálogo. Dentre esses amigos, avulta a figura de Agostinho da Silva, cuja trajetória é análoga, sob certos aspectos, à de Dora: também ele, pela formulação intelectual, tem na riqueza do mito grego sue ponto de partida; também ele reencontra o cristianismo, pela via de um franciscanismo inspirado em Joaquim de Flora. Mas assim como em Dora, não existe nele uma pura e simples retomada da religiosidade cristã. O cristianismo é, em Agostinho, um dos muitos caminhos que conduzem a um Deus que está para além de toda a linguagem, de todo nome, de toda forma. É à linguagem cristã, mais próxima de seu horizonte cultural, que Agostinho recorre, mas para ir além do cristianismo e de todas as formulações institucionais da busca do sagrado.

Em Vicente, Dora, Agostinho, há espera, expectativa, de uma nova forma de apreensão do sagrado, do surgimento de uma nova época do mundo; podemos ver isso nos diálogos de Vicente - Diálogo do mar, Diálogo da Montanha, Diálogo do Espanto - nos quais os personagens George, Diana reconhece que são “seres do limiar (…) [que pressentem] a sombra das coisas por vir”, a emergência de um novo sentido do sagrado.

Uma última observação: dessa família espiritual fez parte Guimarães Rosa, que não por acaso recorre a autores neo-platônicos nas epígrafes de Manuelzão e Miguilim e de Corpo de Baile.

Sobre ele Dora escreveu um importante ensaio, “O demoníaco em Grande Sertão: Veredas”, publicado em 1957 na revista Diálogo número 8, dedicado ao mestre da literatura.

Dora, Vicente, Guimarães Rosa, Agostinho: membros de uma família espiritual que entrelaça seus itinerários individuais sobre um fundo neo-platônico, fazendo convergir diferentes registros dessa grande tradição.

Constança Marcondes Cesar (Brasil, 1945). Ensaísta. Autora de Vicente Ferreira da Silva: trajetória intelectual e contribuição filosófica (1980). Contato: constancacesar@ig.com.br. Página ilustrada com obras do artista Siegbert Franklin (Brasil).

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