revista de cultura # 56
fortaleza, são paulo - março/abril de 2007

discos da agulha

Margarita LasoENTREVISTA Margarita Laso (Equador, 1963). Cantora e poeta. Em sua discografia encontramos títulos como Luna desnuda, Apostemos que me caso, Cómo me gustas, Vivir en este Carpuela, e Más bueno que el pan. Ao lado do vibrafonista Pablo Vilarezo, seguramente são os dois mais expressivos e consistentes divulgadores da música equatoriana fora do país, através de suas apresentações em vários países. Conheci Margarita há alguns anos em Manaus e desde então acompanho os desdobramentos de seu canto, de sua música. Aqui mesmo na Agulha já divulgamos alguns de seus discos. Agora finalmente publicamos este rápido diálogo, que tivemos em outubro de 2006. Para conhecer mais: www.margaritalaso.com.ec [FM]

FM Comecemos por tua formação musical, a presença familiar, os coros, o tipo de música que ouvias, conta-me um pouco a este respeito, Margarita.

ML Floriano, mi padre ha sido un hombre muy aficionado a la música. Mi abuela paterna tenía un piano y cantaba tangos apasionadamente. Todos cantábamos en viajes y paseos y asocio la música a los momentos entrañables de mi infancia. Empezamos a estudiar piano, pero la guitarra se convirtió en una compañera de eventos estudiantiles, de participación social, y de repente cantar como líder, o cantar de solista se hizo una forma de llevar la vida.

Mucha influencia tuvieron las músicas de este continente. El folklore tan rico de América latina, la canción política, el tango (acabo de grabar un disco de tangos clásicos), los géneros tradicionales ecuatorianos han sido parte constitutiva de mi camino como intérprete.

FM Como, a partir deste primeiro momento, defines tua relação com a música?

ML Digo que la música se vincula a los momentos en que la gente la necesita. Necesitamos de la música para acompañar los funerales y las bodas y las celebraciones. También una que otra batalla vital se da en medio de los acordes y los timbres de las canciones. En mi caso, la música vino como un regalo en la voz de mi padre. El es un periodista deportivo, locutor de radio. Trasmitía el fútbol todos los domingos con un fervor y una dicha que elevaban la emoción, su canto de gol ha sido una mezcla de júbilo, afirmación y orgullo irrepetible. Su capacidad de trasmitir siempre me conmovió y su forma de cantar me parecieron siempre un horizonte. La música es este regalo que se puede ofrecer y disfrutar al mismo tiempo. En cuanto lo das lo recibes de vuelta, es como prender la luz, es como poner el pan en la mesa.

FM Desde 1992, com Luna desnuda, está clara tua opção pela constituição de um repertório baseado em canções tradicionais, essencialmente de teu país, sem que isto impeça a gravação de peças de compositores atuais, considerando sua adequação à tradição. Por que esta decisão?

ML Durante muchos momentos de mi vida artística he tenido la impresión de vivir en medio de fragmentos incomunicados. De algún modo son fácilmente distinguibles los antepasados musicales y luego diferenciables también los creadores jóvenes o nuevos. Sin embargo, ser parte de un camino no roto, o ser un pequeño trecho entre dos partes ha sido una suerte de inquietud relacionada con la mística de mi trabajo. Por eso siempre he combinado una expresión fresca de lo tradicional -que se opone al paso inapelable del tiempo- con las nuevas palabras de otros autores. En este país es fácil aceptar las influencias externas y creo que toda influencia debe caer sobre un fundamento propio. Lo que pongo es mi primer valor y luego doy a la bienvenida a quien enriquece mi mundo. Y creo que mi mundo es expansivo. Hemos grabado canciones para niños, villancicos, boleros, poemas musicalizados, pasillos y música folklórica, en fin. Y seguimos buscando.

FM Fala-me um pouco de novos compositores equatorianos que tens gravado.

ML He grabado música muy bella de Diego Luzuriaga, Héctor Napolitano, Hugo Idrovo, Leonardo Cárdenas, todos cercanos a mi generación, un poco mayores, un poco menores. El crecimiento de la producción actualmente, nos ofrece la luz de nuevos autores, jóvenes y creativos que enriquecen nuestro cancionero. Los que te nombro han trabajado en distintas búsquedas, Diego con mayor influencia y con una denodada investigación en los géneros indígenas y mestizos. Hugo y el viejo Napo en recreaciones de géneros populares como boleros, pasillos y sones, con alto sentido del humor y la exageración. Leonardo Cárdenas ha trabajado mucho en la musicalización de poemas.

FM Acaso não te sentes animada a buscar um outro âmbito de canções, a exemplo da utilização da marimba de Pablo Valarezo em um clima mais jazzístico?

ML Si claro que si. Estamos trabajando hacia adelante. Te contaba del disco de tangos con quinteto de vibráfono, violín, bandoneón, piano y contrabajo. Su corte es todavía clásico, como música de cámara pero ya en otro espejo.

Primero quería levantar un cancionero, un repertorio estándar de lo nacional y luego proyectar hacia sonidos universales más modernos los nuevos temas. Ahora me siento más autorizada por todo lo que he encontrado en nuestras búsquedas.

 

Falso brilhante, de Elis Regina01. Falso brilhante, de Elis Regina. DVD-Áudio. Trama. Brasil. 2007.

Continuando o reforço à produção de DVDs-Áudio no Brasil, a TRAMA relança agora, por ocasião de 25 anos sem Elis, o antológico Falso Brilhante. O trabalho original foi um dos mais vendidos em sua carreira e recorde de bilheteria no show original.

A TRAMA é uma empresa/selo lançada por Elis para administração de sua obra, herdada pelos filhos, e tem João Marcelo Boscoli (o filho mais velho) como presidente.

O DVD-Áudio traz um som mais contemporâneo para o trabalho, através de tecnologias diversas de otimização sonora, como PCM – stereo, Dolby Digital, DTS e MLP – surround em 5.1 canais.

As tecnologias aprimoram o som de forma a deixá-lo mais nítido em suas nuances de arranjos e instrumentos utilizados, em um mapeamento dos componentes na gravação original – feita em 2 dias, no intervalo das apresentações do show.

No entanto, O DVD-Áudio haveria de possuir uma qualidade sonora primorosa, tendo sido remixado para estes formatos com tecnologia de ponta. Mas, talvez por um preciosismo de manter o som como “estava”, ouve-se muitos ruídos sob a música (coisa que comumente não se ouve em discos estrangeiros).

Este purismo vem pela intenção de resguardar aspectos não conhecidos do grande público, como “como se comportaram os músicos e a cantora na época da gravação”. O resultado disso é que se ouve as pisadas de pessoas, vozes, etc. Há, inclusive, uma situação engraçada na gravação de Tatuagem, em que Cesar Camargo Mariano erra a harmonia na introdução da música e alerta que algo está errado, no que Elis diz que “ele é quem entende das harmonias”.

Tal episódio é pitoresco – além de outros incidentes registrados - mas não justifica a série de ruídos e chiados, nas altas freqüências, no que já se possui tecnologia de remasterização e variados recursos para restaurar o som das fitas máster, onde foram gravados os takes originais; já tendo sido ambientados em uma sonoridade pura vários grandes clássicos da música no mundo. O purismo torna-se apenas sujeira sonora.

Acredito que este tenha sido o motivo do atraso no lançamento do DVD-Áudio, que estava previsto para novembro, passando para dezembro e lançado, afinal, em janeiro. Possivelmente esta obra venha a ter nova edição, pois deixa um gosto de mau trato nas edições.

Em virtude de 25 anos sem Elis, estão sendo liberadas várias obras em áudio – toda a discografia está disponível no mercado – e vídeos, os quais são conectados a dispositivos de direitos autorais de imagem, por várias empresas de comunicação. Este, certamente, é o maior entrave em reconstituir a obra de Elis Regina, em suas melhores performances e imagens.

No Box de 3 DVDs de imagem, com duração média de 60 minutos, há cenas impagáveis. Mas, para mostrar certa “diversidade” e ineditismo, vê-se que especiais mostrados em vários programas de TV são completamente picotados, o que, afinal, acaba sendo um grande atrativo para o mercado, já que não se tem outros veículos para resgate das facetas da intérprete, constituindo uma história.

Porém, as imagens não são de todo inéditas e compõem irregularmente uma parte da história da música brasileira, deixando muito a desejar. Não somente as presenças especiais de Chico Buarque e Rita Lee, entre outros, justificam esta coletânea de imagens sem uma preocupação específica em resgatar uma evolução estética nas diversas fases de Elis. Mas temos pelo menos “o resgate”, que é importante para as novas gerações que não possuem qualquer noção do que foi esta grande e importante fase da música no Brasil. Fica evidente a necessidade de critério técnico e artístico. Mesmo porque as imagens não são inéditas, em sua maioria.

O selo TRAMA promete o relançamento dos dois álbuns Elis (1973, quando gravou “Folhas Secas”, “Meio de Campo” e “Ladeira da Preguiça”; e o de 1974, que tem “Travessia”, “Dois pra lá, dois pra cá” e “Maria Rosa”, entre outras canções). Os álbuns serão remasterizados nos mesmos moldes das tecnologias surround. Esperemos que haja um maior cuidado na reapresentação destas duas importantes obras na carreira de Elis Regina.

[Erico Baymma]

Uma dama também quer se divertir, de Mariana Baltar02. Uma dama também quer se divertir, de Mariana Baltar. Zamboo. 2007.

Dona de uma voz quente, soprano, Mariana Baltar lança seu disco de estréia em grande estilo, tornado-se a “dona do pedaço” e do samba. Com precisão e nenhum medo, joga-se ao universo de canções até exaustivamente conhecidas, mas o faz com uma melodiosidade e virtuose de uma cantora que poderia ter anos de carreira e experiência.

Seu repertório passeia quase completamente pelo samba, com poucas exceções – onde mostra sua versatilidade. Entre compositores antológicos como Hermínio Bello de Carvalho, Elton Medeiros, Assis Valente, Billy Blanco, Mirabeau e Monsueto, entre outros, mesclam-se compositores mais recentes como Vander Lee, Adryana BB, Joyce, Aldir Blanc, Teresa Cristina.

Fazem participações especiais o grande Miltinho, no medley “Obsessão/Vai, mas vai mesmo/Me deixa em paz”, e a bela cantora e compositora Teresa Cristina, em “Vai com Deus”.

O que temos em resultado do disco é um maravilhoso encontro musical, comandado por Mariana e suas belas interpretações.

Um disco inteiro, um trabalho primoroso!

[Erico Baymma]

Radamés Gnatalli 100 anos, de Novo Quinteto03. Radamés Gnatalli 100 anos, de Novo Quinteto. Rob Digital. www.robdigital.com.br. Contato Assessoria de Imprensa: Marília Motta (contato@robdigital.com.br).

Homenageando os 100 anos de nascimento domúsico e idealizador do inusitado conjunto que marcou a época de ouro do rádio, o Novo Quinteto lança pela gravadora Rob Digital o CD Radamés Gnatalli 100 anos. Além das composições do próprio Radamés, o grupo composto por Henrique Cazes (guitarra), Maria Teresa Madeira (piano), Marcos Nimrichter (acordeom), Omar Cavalheiro (contrabaixo) e Oscar Bolão (bateria) apresenta obras de Jacob do Bandolim e Pixinguinha.

Além de grande pianista, compositor inspirado e original, Radamés Gnattali (Porto Alegre, 1906 – Rio de Janeiro, 1988) foi o arranjador que modernizou a música brasileira, atuando com incrível produtividade. Para produzir tanto e com tanta qualidade, precisou armar uma base que resolvesse tudo: piano, contrabaixo, bateria, acordeom e guitarra elétrica. Os craques que escolheu foram, além dele mesmo ao piano: Pedro Vidal no contrabaixo, Luciano Perrone na bateria, Chiquinho do Acordeom e Zé Menezes na guitarra. Durante cerca de 30 anos, o Quinteto foi o principal laboratório de inovações de Radamés.

Pouco antes de morrer em 1993, Chiquinho, que era o arquivista do grupo, pediu que entregassem a Henrique Cazes as partituras do Quinteto, sugerindo que este levasse o projeto adiante. Em 2000 ele deu vida ao Novo Quinteto e de lá para cá esse grupo seleto de músicos foi azeitando essa linguagem, definida como música popular de câmera.

Para integrar o Novo Quinteto, Henrique Cazes convidou músicos que há anos pesquisavam o estilo. São eles:

Maria Teresa Madeira (piano)

Bacharel em piano e Mestre em Música pela University of Iowa, com mais de 20 CDs dedicados à música brasileira. Foi indicada para o Grammy Latino de 2003 pelo álbum Ernesto Nazareth. Professora do curso de graduação do Conservatório Brasileiro de Música, tem se apresentado e dado aulas por todo o Brasil e em vários países.

Marcos Nimrichter (acordeom)

Começou a tocar piano com quatro anos de idade e aos quatorze já atuava profissionalmente. Além da formação completa em piano clássico, desenvolveu uma grande versatilidade, trabalhando com jazz, choro, MPB e o que mais aparecer. Em 2002 lançou seu primeiro disco autoral, que combina inspiração e ecletismo.

Omar Cavalheiro (contrabaixo)

Bacharel em contrabaixo pela UFRJ e professor da Escola de Música Villa-Lobos. Acumulou grande experiência atuando com Wagner Tiso, Francis Hime, MPB4 e Leila Pinheiro, dentre outros. De suas participações em disco se destacam: Retratos-Radamés Gnattali, Piazzolando ao vivo e Bach in Brazil.

Oscar Bolão (bateria)

Foi aluno do criador de um estilo brasileiro de bateria, Luciano Perrone, que antes de morrer lhe entregou pessoalmente todo o equipamento. É um especialista nos ritmos cariocas, assunto que aprofunda em seu método Batuque é um privilégio. Como professor tem formado toda uma geração diferenciada de bateristas.

Henrique Cazes (guitarra elétrica)

Multinstrumentista autodidata, entre 1980 e 1986 integrou o Camerata Carioca, onde trabalhou em contato direto com Radamés Gnattali. A partir de 1988 iniciou carreira de solista, lançando vários discos. É autor dos livros Choro do quintal ao Municipal e Escola moderna do cavaquinho. Tem se dedicado especialmente à produção de discos, com vários prêmios recebidos, e à direção de projetos.

Gafieira jazz, de Paulo Moura e Cliff Korman04. Gafieira jazz, de Paulo Moura e Cliff Korman. Rob Digital. www.robdigital.com.br. Contato através de Marília Motta: contato@robdigital.com.br.

Gafieira Jazz é uma compilação de dois álbuns gravados na Itália, frutos da parceria entre um dos maiores instrumentistas do Brasil e um importante artista do jazz americano: Paulo Moura (saxofone/clarineta) e Cliff Korman (piano). O primeiro álbum é “Mood Ingênuo: Pixinguinha Meets Duke Ellington”, que nasceu de um sonho de Paulo no qual os compositores Pixinguinha e Duke Ellington – que nunca se conheceram na vida real – se encontravam e dialogavam por meio da música. Em Gafieira Jazz, encontra-se a tradução que Paulo e Cliff fizeram, em Duo, deste suposto diálogo entre os dois compositores nas faixas “Saxofone, porque choras” (Ratinho), “Tarde de Chuva” (Paulo Moura) e “1X0” (Pixinguinha e Benedito Lacerda).

No segundo álbum, “Gafieira Dance Brasil”, Paulo e Cliff formaram um quinteto junto aos músicos David Finck (baixo), Paulo Braga (bateria) e Mestre Zé Paulo (cavaquinho). Em clássicos como “Noites Cariocas” (Jacob do Bandolim), “Pedacinhos do Céu” (Waldir Azevedo) e “Alma Brasileira” (Zeca Freitas), o ouvinte desfruta dos mundos paralelos das gafieiras e do improviso jazzístico. A notável apresentação de Paulo Moura no sax em "Manhã de Carnaval" (Luís Bonfá) não poderia ficar de fora desta seleção. Destaque também para os solos de cavaquinho de Mestre Zé Paulo, falecido precocemente neste ano de 2006.

Nascido em São José do Rio Preto em uma família de músicos, Paulo Moura cedo tornou-se um dos mais requisitados instrumentistas do Rio de Janeiro, sendo o primeiro clarinetista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro por dezessete anos. Arranjador e compositor, já tocou ao lado de grandes nomes como Ary Barroso, Sérgio Mendes, Raphael Rabello e muitos outros. Aprendiz de Roland Hanna e Kenny Barron, o pianista Cliff Korman estuda há 20 anos o universo musical do Brasil. Entre os brasileiros com quem já tocou, constam Astrud Gilberto e Toninho Horta, além de uma produção a quatro mãos com Wagner Tiso e Milton Nascimento no Festival Internacional de MPB, em São Paulo.

Paulo Moura e Cliff Korman se conheceram em 1981, em um workshop para estudantes americanos de música realizado em Woodstock, no estado de Nova York. Desde então firmaram uma parceria que já brindou o mundo com a junção do jazz e do samba. Nas palavras de Halina Grynberg, que produziu os dois últimos discos da dupla ao lado da esposa de Cliff, Natalia Indrimi: “Neste CD, originalmente gravado em Gênova, [...], vocês vão encontrar combinações e registros que, perdurando no tempo, se renovaram no encontro destes dois grandes músicos, hoje compadres, enovelando o jazz e o samba numa mesma arte dançante sem fronteiras”.

Fake Standards, de Rodrigo Rodrigues05. Fake Standards, de Rodrigo Rodrigues. Dubas Música. Universal. 2007.

Vim a conhecer Rodrigo Rodrigues em um programa de entrevistas no qual ele acompanhava a cantora Mônica Salmaso, também fazendo duos. A sonoridade de seu violão “descomplicado” junto à sua voz cool foi um encontro que só veio a acontecer efetivamente anos depois.

Fui apresentado ao DVD do grupo Música Ligeira, do qual Rodrigo fazia parte. E lamentei saber que “aquele garoto” já se havia ido. O que vemos e ouvimos no DVD do Música Ligeira é algo inovador, irônico e criativo, fazendo da música uma instância puramente lúdica em arranjos inéditos para clássicos da música brasileira e standards norte-americanos, sobretudo.

Pensei que não viesse a ter acesso mais à produção do Rodrigo. No entanto, saindo pela Dubas, o CD Fake Standards confirma a bela visão sonora do intérprete. A começar pelo nome do trabalho, observa-se um bom humor bastante atento. O trabalho foi gravado em estúdio caseiro, em 2001, e somente agora, 2007, é lançado com a co-produção de Carlos Manga, que foi quem visualizou a grande obra que tinha sido produzida e colocou o projeto adiante.

A voz de Rodrigo lembra as interpretações de Chet Baker, são similares os timbres, mas certamente não há cópias. Melodiosidade ímpar num ambiente sonoro oscilante entre o melancólico e a própria graça da interpretação fazem do disco um ótimo acontecimento.

Entre as canções, figuram “Let’s face the music and dance” – antes da gravação de Diana Krall –, “Love me or leave me”, “Cry me a river”, e tantas outras pérolas arranjadas sutilmente, cabendo na proposta de Rodrigo.

Tocam no CD: Mário Manga (cello, violão de aço e violão tenor); Márcia Lopes (voz e vocais); Luiz Amato (violino), Fábio Tagliaferri (arranjos e violão) e Adriana Holtz (cello).

[Erico Baymma]

Um início nem kitsch nem clichê, de Thaís Gulin06. Um início nem kitsch nem clichê, de Thaís Gulin. Rob Digital. www.robdigital.com.br. Contato Assessoria de Imprensa: Marília Motta (contato@robdigital.com.br).

Thaís Gulin, curitibana, lança-se ao primeiro trabalho, homônimo, com uma propriedade muito bem sedimentada: uma voz segura, bem definida em graves e agudos, onde passeia por clássicos “alternativos” da música brasileira e composições menos conhecidas com uma firmeza bastante interessante, criando uma persona irônica, entre a ingenuidade e a esperteza, mas de musicalidade diferenciada e bem resolvida.

Melodias acidentadas. Entre compositores não muito conhecidos ou mesclados a seu próprio universo, sua autoria (no caso de “Cinema Incompleto”, com Arrigo Barnabé, e “A vida da outra (dela) ou eu”, com Rogério Guimarães), e clássicos em releituras bastante significativas, entre “Taxi Boy” (Zé Ramalho), “Hino de Duran”, (Chico Buarque), “Bloco da Solidão” (Jair Amorim e Evaldo Gouveia), entre tantos outros que ganham uma graça especial na bela voz de Thaís. O disco foi produzido pelo tecladista Fernando Moura, já bastante conhecido no cenário musical brasileiro.

Poderia ser falado apenas sobre as grandes qualidades do disco (inclusive por ser um primeiro trabalho), mas como “trabalho completo” havendo uma linguagem lítero-musical “tão alternativa” e objetiva, perde-se algo na identidade artística do trabalho, com a impressão clara de que o disco começa na terceira faixa – sem desmerecer as músicas anteriores. “Taxy Boy” (Ramalho) e “Piano” (Iara Renno e Anelis Assumpção) são duas faixas deslocadas na estética sonora que se aloca no trabalho. Possuem um cenário mais pop-rock que, apesar de casar com o trabalho completo, suas sonoridades não estão assertivamente identificadas com o restante do disco.

O que se conclui é que se trata de um primeiro trabalho acima da média, que falta apenas um ajuste pequeno para que se dê por concluída toda a linguagem. Mas, tudo é construção!

Embora tenha feito ressalvas, confirmo a beleza da voz de Thaís Gulin, que desde já pertence a uma grande possibilidade de realização no mainstream. A valsa acidentada “Núpcias”, com letra da cantora e música do Arrigo Barnabé, diz: “Tudo o que eu peço é um final clichê!”. Desculpe-me Thaís, o clichê não te pertence! Você está pra mais que isso.

[Erico Baymma]

PUTUMAYO WORD MUSICESPECIAL PUTUMAYO WORD MUSIC

A Putumayo Word Music foi criada em 1993 com a intenção de apresentar as pessoas à música das culturas do mundo. O selo cresceu além das expectativas da companhia que o abrigava, fundada por Dan Storper em 1975 e vendida em 1997.

Nos últimos dez anos, a Putumayo foi reconhecida basicamente por suas compilações de ritmo dançante e melódico de grandes músicas internacionais caracterizadas pelo foco da companhia: “garantia de fazer você se sentir bem!”

As capas dos CDs da Putumayo se destacam pela arte diferenciada de Nicola Heindl, de estilo folclórico e colorido, representativo da arte naïf. Esta é uma das metas da Putumayo: ligar o tradicional e o contemporâneo. Ao combinar boa música e visuais atraentes com marketing de vendas criativo, a Putumayo desenvolveu uma identidade de marca singular, uma raridade na indústria musical de hoje, baseada nos artistas.

A gravadora é considerada uma liderança pioneira no desenvolvimento de marketing não tradicional. A grande parte do seu público-alvo consiste em “Criativos Culturais”, uma expressão sociológica de estilo de vida para 50 milhões de norte americanos e milhões de outros ao redor do mundo. Para atingir esses consumidores, Putumayo construiu uma rede proprietária composta por mais de 3.000 estabelecimentos de livro, presentes, cafeterias e outros pontos de vendas especializados que tocam e vendem seus CDs, enquanto mantém uma forte presença em lojas de discos. A Putumayo desenvolveu o Travel the World with Putumayo, concursos entre os consumidores em Martinica, Irlanda, Marrocos, Brasil e Senegal, que consistem em educação musical nas lojas, eventos culturais, performances e promoções para seus consumidores, utilizando samplers de CDs e calendários.

A divisão Putumayo Kids foi criada no final de 2002 para introduzir as crianças outras culturas através de música alegre e divertida. A série World Playground de CDs infantis e pacotes de atividades multiculturais receberam elogios em nível nacional e diversos prêmios.

A visão de Dan Storper de estabelecer uma companhia global e uma marca de estilo de vida é ampliada com a distribuição de CDs em mais de 110 países. Em abril de 2000, a Putumayo abriu seu primeiro escritório internacional em Hilversum, na Holanda, perto de Amsterdam. A Putumayo Europe possui uma rede de distribuidores em mais de 35 países. A Putumayo International coordena a distribuição em mais de 70 países na América Latina, África, Ásia, Canada, Caribe, Oriente Médio e Oceania.

Em 2000 a Putumayo deslanchou a Putumayo World Music Hour (a Hora da World Music Putumayo), o primeiro programa de world music sindicalizado comercialmente, atualmente disponível em mais de 120 emissoras comerciais e não comerciais nos Estados Unidos e em dez outros países.

A gravadora vem obtendo excelentes resultados em marketing, visibilidade e vendas. Hoje, segundo a vice-presidente da empresa, a brasileira Candice Vargas, “O faturamento com o mercado americano é 40% do faturamento anual da empresa, outros 20% vêm da Europa, e 40% das outras regiões do mundo. Principalmente Canadá, Oceania, e América Latina”. Ate hoje, o álbum que mais vendeu no mundo foi o CD Cuba, seguido pelo Arabic Groove, vindo logo após o Music from the Coffee Lands e French Café.

Atualmente, com o escritório central em Nova York, a Putumayo investe pela terceira vez no mercado brasileiro, porem, nesta, abrindo um escritório de representação no Rio de janeiro, com distribuição, promoção e marketing. Em 2006, nos três últimos meses de atividade no país, 30 mil unidades foram vendidas, de um catalogo que já ultrapassou os 100 títulos. Em 2006, os álbuns Paris e French Café ficaram entre os Top 10 álbuns do ano nos Estados Unidos no seguimento de World Music.

Para 2007, a gravadora já ordena seus lançamentos, a começar por Music from Wine Lands, seguido por A New Groove, Woman of the World Acoustic, Gypsy Groove, dentre outros. Há também a possibilidade de se fazer um DVD de música brasileira em Setembro, a ser filmado no Brasil e com exibição em canais de televisão ao redor do mundo, assim como vendido mundialmente.

[Cézanne Pontes]

ALGUNS DISCOS DO CATÁLOGO PUTUMAYO

The Caribbean07. The Caribbean. A joyous musical cruise to the Caribbean featuring the irresistible rhythms of soca, reggae, merengue and more!. Putumayo World Music. Visite: www.putumayo.com.

Cuando sintonizas la radio tienes muchas posibilidades de encontrar sonidos del Caribe impregnando las ondas sonoras. Desde el reggaeton y el dancehall a la soca y la salsa, su influencia está por todas partes. La música caribeña está empapada de tradiciones africanas, incorpora sonidos europeos y latinoamericanos y satisface virtualmente cualquier paladar auditivo. Mientras los rankings de música pop reflejan actualmente un gran interés por estos géneros, la nueva colección de Putumayo World MusicThe Caribbean (El Caribe)- exploran las raíces de la música, su presente y su futuro.

Los líderes de estos rankings como No Doubt y The Mighty Mighty Bosstones, entre otros, le deben gran parte de su éxito a la leyenda jamaiquina The Skatalites, quienes fueron pioneros y popularizaron el ska en todo el mundo. Su contribución al álbum “Freedom Song” muestra influencias del jazz americano, el swing y el rhythm and blues, como así también del calypso trinitense y el mento jamaiquino.

El mento, un estilo folklórico jamaiquino antecesor del reggae, tiene en Stanley Beckford a uno de sus grandes exponentes. Leyenda del underground, Beckford creció cantando en el coro de su iglesia y ganando competencias de talentos. Actualmente, con unos sesenta años, Beckford está experimentando un renacer de su carrera luego de grabar para importantes sellos discográficos franceses dos álbumes que fueron aclamados por la crítica. Su versión del clásico mento “Sam Fi Man” (que en la jerga coloquial jamaiquina significa “estafador”) advierte de aquellos que intentan timar a la gente.

La sorprendente estrella Mika mezcla la música compas de su nativa Haití con influencias del calypso, el R&B, el reggae y el pop para crear un sonido refrescante. Luego de asistir a la universidad de Montreal, Mika grabó un éxito que rápidamente lo convirtió en una de las figuras principales de la escena compas, y acaba de editar su primer álbum solista. En “Bél Fanm”, Mika le canta a las bellas haitianas.

Militant es la unión de Sean Paul y otras figuras caribeñas con un atractivo multicultural. Este nuevo artista apuntala su material en la canción “Hot & Groovy”. Utilizando un sampler de la canción “Saramaya” del artista de Putumayo Habib Koite, Militant crea una canción soca referencial que tuvo un enorme éxito en el Caribe.

El sonido festivo caribeño de los noveles Jab Jab también hará bailar a distintos públicos. Radicada en Montreal, la banda es un descubrimiento particular y su canción fue incluida en The Caribbean a pesar de ser relativamente desconocidos en sus islas nativas de Trinidad y Grenada. Jab Jab fue descubierta por Jacob Edgar de Putumayo a través de un demo de tres canciones. Fiel a su origen soca, “Rev It Up” representa al género con una sección de instrumentos de metal en vivo mediante.

Aunque la mayoría de las artistas incluidos en The Caribbean han tenido fama limitada, todos ellos merecen tener un mayor reconocimiento. Descubre por qué los artistas de Martinica Kali y Marcé & Toumpak son verdaderas celebridades locales y por qué Ska Cubano, cuyo mix de ska jamaiquino y son afro-cubano, se está convirtiendo en figura en Europa. El Caribe ha sido por muchos años bastión de la renovación musical y The Caribbean demuestra que los artistas actuales continúan innovando sobre su poderosa herencia musical.

Parte de las ganancias de las ventas de este álbum serán donadas a Yéle Haiti, la iniciativa de Wyclef Jean, en colaboración con los trabajos de desarrollo que la misma realiza en Haití.

Radio Latino08. Radio Latino. Upbeat radio-friendly traces from the World of contemporary Latin pop and alternative music. Tune in and turn it up! Putumayo World Music. Visite: www.putumayo.com.

Putumayo World Music se unió a la organización sin fines de lucro United for Colombia (Unidos por Colombia) con el fin de recolectar fondos para ayudar a la rehabilitación de niños que han sido víctimas de las minas terrestres en el valle del río Putumayo y en todo Colombia. Un dólar de cada unidad vendida de Radio Latino, con lanzamiento el 5 de octubre, será donado a la organización y se espera recaudar más de $ 200.000 que serán destinados al país que actualmente tiene el segundo número más alto de víctimas de minas terrestres después de Afganistán. En Radio Latino, Putumayo—llamado así por el mencionado valle—regresa a sus raíces latinas con esta colección de músicos contemporáneos que encabezan el floreciente movimiento “Rock en Español / Latino Alternativo”. La mayoría de estos intérpretes son figuras en sus países, pero aún no han alcanzado pleno reconocimiento en el resto del mundo.

En 2003, la revista Time consideró a Orishas como uno de los 10 grupos más importantes fuera de los Estados Unidos, al lado de U2 y Radiohead, y la CMJ los denominó “los santos patronos del hip-hop cubano”. Su canción “Reina de la Calle” incluida en Radio Latino, fusiona instrumentos acústicos tradicionales de Cuba con los que interpretan los ritmos del son y guajira como base con sampleos hip-hop, voces R&B y versos rapeados para crear un sonido verdaderamente único. “Somos creíbles, pero aún queremos lograr una mayor presencia de Orishas [en todo el mundo]”, dice Yotuel Romero, integrante de Orishas, al Miami Herald. Sus músicos desean que “los fans no piensen que Orishas es solo un grupo de cubanos en Europa, sino que piensen que son un grupo de cubanos que hacen música para todos, para todos los latinos, para toda la gente”.

Destacada cantautora y una de las nuevas figuras españolas, Bebe emergió de una relativa oscuridad en 2005 para convertirse en una de las intérpretes latinas más renombradas, luego de que cinco nominaciones al Grammy Latino la transformaran en la artista con más nominaciones del año. En la canción “Men Señará”, el sonido acústico del fraseo inicial crece lentamente hacia un ritmo sónico con pulsantes golpes y efectos electrónicos que le dan una nueva dimensión a la despojada voz de Bebe.

También en el álbum está el ganador del Grammy Latino Jorge Moreno, quien fue distinguido con el premio al “Mejor Nuevo Artista” en 2002. Los Angeles Times dijo de Moreno, “En su conmovedor debut en el nuevo sello latino de Madonna, Moreno ha creado un brillante estilo tan fresco y aventurero como una patria recién adoptada”. Un artista latino de Estados Unidos no lograba capturar la sensibilidad bicultural de manera tan impecable, accesible y original desde Santana. Con “Candelita” Moreno se inspira en los ritmos e instrumentación tradicional de la tierra natal de sus padres, Cuba. Incorporando sonidos de brass band, flauta y una cacofonía percusiva, Moreno combina los sabores contemporáneos del pop, el funk y la electrónica.

Reconociendo su origen al combinar ritmos e instrumentación tradicionales con elementos de la música popular, los artistas latinos demuestran que no es necesario sacrificar sus raíces culturales para atraer al público masivo. En “Princese” la resuelta y apasionada Sacha Nairobi intercala melodías ejecutadas en cuatro (una guitarra pequeña que se usa típicamente en la música folklórica venezolana) con pegadizo pop latino. Artistas como Javier García, Raúl Paz, Kelvis Ochoa y Los Pinguos, entre otros, realizan su aporte combinando lo viejo con lo nuevo.

Con giros creativos, arreglos exuberantes, cultura e interpretaciones apasionadas, es solo una cuestión de tiempo antes de que estos artistas de Radio Latino logren reconocimiento internacional. De igual modo, Putumayo espera que su colaboración con United for Colombia ayude a recolectar fondos y a concientizar sobre los efectos de las minas terrestres en la población infantil de Colombia.

Turkish Groove09. Turkish Groove. A musical mosaic of Balkan, Central Asian and Middle Eastern flavors mixed with sophisticated global pop and dance music. Putumayo World Music. Visite: www.putumayo.com.

En 2005, el titular del departamento de A&R de Putumayo, Jacob Edgar, viajó a Estambul para adentrarse en la cultura de Turquía y descubrir su música. Aunque sus ciudades están repletas de obras arquitectónicas de larga data, Turquía es considerado uno de los países musulmanes más modernos del mundo. Esta yuxtaposición cultural es más evidente en la escena de la música pop contemporánea, donde las tradiciones e instrumentaciones clásicas se combinan con sofisticado pop global y música dance. Turkish Groove, el nuevo lanzamiento de Putumayo World Music, refleja este mosaico musical único y se suma a la exitosa serie Groove, la cual vendió más de un millón de CDs.

Como la mayoría de sus contrafiguras pop occidentales, las estrellas turcas llevan al límite los estándares de aceptabilidad de su sociedad. Como resultado, la música pop turca está interactuando con públicos de otros países, incursionando en los ámbitos contemporáneos de Europa y Latinoamérica aunque aún permanece desconocido en otras partes del mundo. Encabezando la movida está Tarkan, con su look juvenil, su voz suave y sus contagiosos ritmos. Actualmente trabajando en su primer álbum en inglés, Tarkan tiene asegurada una poderosa presencia en la escena pop internacional.

Sertab se hizo famosa cuando se convirtió en la primera turca en ganar el Festival de la Canción Eurovision en 2003, superando al controvertido dúo ruso t.A.T.u. Dramática y densa, su canción “Buda” entreteje un mantra de vocalizaciones superpuestas e instrumentación clásica con sutilezas electrónicas. Considerada una de las cantantes femeninas más exitosas de Turquía, Sertab grabó a dúo con José Carreras y Ricky Martin.

Reconocido internacionalmente, Mustafa Sandal podría ser considerado el Justin Timberlake de Turquía, por su apariencia y voz encantadoras por igual que lo llevaron al superestrellato en su tierra natal. En “Kalmadi”, Sandal refleja sus variadas influencias musicales; desalentadoras letras que encajan sobre los sonidos clásicos del kanun (un instrumento tradicional turco) y que se mezclan con una guitarra flamenco-árabe y sofisticadas técnicas de mezcla para crear un sonido verdaderamente moderno.

Embellecida con arreglos de bronces y cuerdas gitanas, la voz de Nilgül se desliza sobre ritmos árabes en la canción “Piş Pişla”. La cantante publicó su primer álbum en 2000 y, a través de su segundo CD, demostró ser una artista elogiable por componer todas las letras y las músicas de ese álbum.

Tuğba Ekinci tomó un camino al éxito diferente. Ella alcanzó el superestrellato a través de un video musical que compite con Shakira. Vestida con seductora ropa militar de camuflaje, Tuğba irrumpió en el corazón de los hombres de Turquía, sorprendiendo simultáneamente a una nación cuya mayoría femenina utiliza el tradicional atuendo musulmán. “Oha Falan Oldum Yani”, su aporte a Turkish Groove, produce un efecto igualmente imborrable.

Mientras el pop turco se hace un lugar en la escena internacional, sus fusiones de tradiciones culturales y técnicas modernas llegan a un público en permanente expansión. Esperamos que Turkish Groove de Putumayo sirva como introducción a los sonidos contemporáneos de este país tan rico en cultura.

Parte de las ganancias por las ventas de este CD será donada a Karnaval Kid como colaboración a sus esfuerzos en mejorar la atención de salud y la educación a niños carenciados de Turquía.

Radio Latino10. One World, many cultures. Multicultural collaborations betweein manyo f the world’s leading musicians. Putumayo World Music. Visite: www.putumayo.com.

La música tiene la capacidad de trascender las fronteras y los idiomas. Durante estos años, Putumayo World Music presentó colecciones de excepcional música de todo el planeta, demostrando que sin importar la diversidad, las personas comparten este vínculo en común. Si la música es el idioma universal, artistas como Youssou N’Dour, Willie Nelson, Ziggy Marley, Taj Mahal y otros incluidos en One World, Many Cultures demuestran la particular habilidad que tienen los músicos de comunicarse en un idioma en común. Este álbum, que será lanzado el 7 de noviembre de 2006, es un tributo a la diversidad musical y cultural.

“En la actualidad, músicos de todo el mundo están colaborando a niveles sin precedente”, dice Dan Storper, Presidente y fundador de Putumayo World Music. “De Sting a Springsteen, de Mick Jagger a Aerosmith, muchas figuras han colaborado con músicos de la world music. Uno de los objetivos de Putumayo ha sido que las personas conozcan otras culturas como una forma de superar prejuicios y unir pueblos de distintas tradiciones. Sólo la música puede alcanzar este objetivo, y deseamos que esta colección fortalezca esa idea”.

A partir de estas colaboraciones se están creando expresiones nuevas e inspiradoras y nadie mejor para demostrar esta tendencia que Idan Raichel del Idan Raichel Project, presentado en esta colección y en un nuevo lanzamiento de Cumbancha Records, el sello discográfico fundado por el director de A&R de Putumayo, Jacob Edgar. The Idan Raichel Project también tendrá su lanzamiento mundial el 7 de noviembre.

Putumayo donará $1 de las ventas de cada CD One World, Many Cultures a la organización sin fines de lucro Search For Common Ground (www.sfcg.org), la cual trabaja para transformar el modo en que el mundo se relaciona con los conflictos – alejado del enfoque del tipo adversario y tendiente a la solución de problemas en conjunto. SFCG trabaja con socios locales para encontrar medios culturalmente apropiados para fortalecer la capacidad de las sociedades para relacionarse constructivamente con los conflictos: entender las diferencias y actuar en las convergencias.

Paris11. Paris. Highlighting artists from the Nouvelle Scene (New Scene), Paris features modern takes on classic French chanson. Putumayo World Music. Visite: www.putumayo.com.

Como lo demuestra la mayoría de las tendencias, lo viejo se transforma en nuevo. Las perlas de tu abuela son exhibidas por las supermodelos de hoy y su cantante romántico favorito reaparece décadas después como el héroe de la ciudad. Incluso en París—la ciudad que siempre está en vogue—este fenómeno ocurre una y otra vez. El París de la época de tu abuela vivió las canciones de un género musical llamado chanson. Muy tradicional en su sonido, la chanson fue redescubierta y modernizada a finales de los ´50 y comienzos de los ’60 antes que una vez más se volviera passé para las jóvenes audiencias, quienes tomaron al rock y al pop como el sonido de su generación. Cuarenta años después, una nueva escuela de músicos le está dando una voz fresca a este antiguo sonido, creando una nouvelle scène (nueva escena) que hace furor en Paris. El 18 de abril de 2006, Putumayo World Music lanza su nueva colección, Paris, una presentación de un vibrante grupo de artistas que demuestra que ésta no es la misma chanson que escuchaba tu abuela.

La apertura del álbum es una canción de uno de los principales artistas de la nouvelle scène, Thomas Fersen. En “Au Café de la Paix”, Fersen canaliza el espíritu del famoso chansonnier de los ’50 Serge Gainsbourg con una poesía misteriosamente irónica sobre una dulce y burbujeante melodía. Aunque en primera instancia suene simple e inocente, la canción da un giro inesperado cuando el autor canta sobre una enamorada que nunca conoció y una casa donde nunca vivieron. La canción termina con Fersen deseando que la mujer lo visite en su hogar—una caja debajo de un puente.

Suave y deliciosa, la canción acústica “Quelqu’un M’a Dit” resplandece con la misma belleza de su compositora, la supermodelo francesa Carla Bruni. Su letra romántica confirma por qué los franceses son considerados habitualmente el pueblo más apasionado del mundo: “Dicen que nuestras vidas no valen mucho / Se desvanecen en un instante como rosas marchitas / Sin embargo alguien me dijo que todavía me amas / ¿Puede ser posible?”.

Los desencantos amorosos y la pasión son temáticas recurrentes en esta colección, pero el grupo Tryo ofrece un muy bienvenido interludio más trivial. Con ritmos y melodías pegadizas, Tryo compone canciones para que sus seguidores las “silben en la ducha”. En “Serre-Moi”, se cumple este objetivo con una mezcla de chanson francesa y reggae acústico.

Varios de los artistas de la nouvelle scène incorporan similares fusiones globales a su música. Los ritmos brasileños y latinos, mezclados con chanson y música electrónica, demuestran ser una excelente receta para las canciones de Pascal Parisot. Su voz de salón, la letra humorística y el ritmo divertido de “Je Reste Au Lit” son reminiscencias del sonido de los sesenta. Con sonido samba, la canción de Keren Ann muestra sus influencias globales y destaca el estilo compositivo que ha sido la piedra angular de su exitosa carrera. Y en “Samba de Mon Cœur Qui Bat” Coralie Clément abraza el mismo estilo musical con un timbre de voz que se desplaza elegantemente sobre una base samba con arreglos de piano y riffs de trombón.

Y así, en Francia, lo viejo se transforma otra vez en nuevo. El tiempo pasa, y una nueva generación de músicos construye el escenario para el futuro mirando al pasado. Putumayo te invita a experimentar esta nueva forma de música clásica—un Paris perfecto tanto para ti como para tu abuela.

Parte de las ganancias por las ventas de este CD serán donadas a Terre des Hommes en colaboración a sus esfuerzos por ayudar activamente a los niños carenciados de todo el mundo.


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