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storm magazine (portugal)
HV
- A Storm Magazine tem bases totalmente idealistas o que quer dizer
que são, também, em parte, irrealistas. Mas esse detalhe não me
preocupa. Os factos aí estão : uma publicação que se tem mantido
sempre on-line, a excelência dos textos e das imagens – não posso
permitir-me ser modesta – os contactos, as amizades, as cumplicidades
que se estabelecem. Pode haver colapsos nas estradas virtuais, chuvas ácidas
de vírus perversos, muitas horas em frente ao monitor, nenhum provento
material. Mas que diabo! Ter uma revista a funcionar na Net com muitos
milhares de leitores dá muito gozo. Há
vinte anos que escrevo para jornais e revistas. A minha formação tem-me
permitido expressar ideias sobre a cultura em geral, a literatura e as
artes plásticas em particular. Já escrevi também sobre problemas
sociais, sobre moda, sobre viagens a lugares distantes, sobre sexo, sobre
cidades, sobre a vida, em suma. Tenho tido sorte. Mas, ao longo destes
anos, também percebi que há muita gente que não tem as mesmas
oportunidades que eu. Viver num local como Lisboa, que é um centro de
cultura, ajuda muito. Mas... e os outros? Os que estão longe, isolados,
os que não têm “contactos”, não vão às festas do momento, não
conhecem esta ou aquela figura que naturalmente lhes pode “abrir
portas”? Na
Storm, as portas estão abertas às pessoas, em todo o mundo, que
queiram participar. Imaginei a Storm assim. Eu e os meus amigos, em
Portugal, no Brasil e no resto do planeta – sim, temos leitores nos
cinco continentes – podemos, neste espaço virtual, publicar textos,
exprimir opiniões, trocar impressões uns com os outros. Orientamo-nos
pelos nossos gostos e interesses. Faço questão de me guiar pela ausência de preconceitos e pela busca da
qualidade e de uma espécie de “iluminação” que a cultura dá de mão
beijada, naturalmente. Tudo isto só é possível em clima de paz e
entendimento. Na Net não há fronteiras físicas nem barreiras
discriminatórias. Não creio que haja maior liberdade do que esta. Quanto
à questão contida na pergunta e relacionada com a “desvalorização do
virtual pela imprensa”, suponho que essa desvalorização não existe.
Qualquer publicação em suporte tradicional que se preze tem, também, o
seu contraponto virtual. O que quer dizer que sentem a necessidade de se
“virtualizarem”. Tenho uma relação sentimental, romântica,
apaixonada, com os livros, com as revistas, com os jornais. Ler em suporte
papel continua a ser um prazer absoluto. Mas também acho que se publica
em demasia e que, por contraste, a reflexão e a crítica são escassas e
muito limitadas. Por isso, a Storm publica um pouco de tudo.
Parece-me bem, não achas? MJC
- A imagem da Storm,
neste momento em que tu confessas um dos objectivos fundamentais, é a
procura de uma cultura virada para a comunicação e para essa “iluminação”
que, naturalmente, só pode nascer de uma visão despreconceituosa da
realidade. Onde a cultura nasce da confluência e do confronto crítico.
É essa a visão que tens da cultura? E parece-te ser essa o exemplo da
cultura portuguesa? Repara que me refiro, não apenas à arte, mas também
à literatura... HV
- Acho que não sei bem o que é a Cultura num sentido lato, ainda
continuo à procura; é uma busca incessante, como no amor, como na
amizade. Só sei que é um
projecto de vida. É o que nos faz sermos únicos porque dá ímpeto e
vigor ao pensamento, despoleta emoções. Acho que cultura não é
sabermos tudo, é procurarmos compreender. Isto pode parecer pretencioso
mas não sei explicar melhor. A Cultura, como a que tento veicular através
da Storm, não é uma coisa abstracta, é algo que todos construímos,
(ou destruímos) a cada momento. Quanto
ao que chamas cultura portuguesa só sei que o nosso país está cheio de
pessoas extraordinárias em todas as áreas das artes, da literatura, do
pensamento, da ciência. Temos a vantagem de sermos um país muito antigo,
muito cosmopolita, simultaneamente europeu e virado para a imensidão do
oceano. Só quem não quer é que não tira partido desses factores.
Felizmente vejo cada vez mais intelectuais, escritores, artistas,
cientistas a pensarem pela sua própria cabeça e a agirem com mais eficácia,
contrariando a tendência para o queixume – que não é apanágio
exclusivo do meio cultural português. Curiosamente, é nas grandes
cidades, onde existem mais meios, que se concentra um maior número de
“vencidos da cultura”. Tenho muito pouca simpatia por quem proclama
que “tudo é muito difícil”, que este é um “país de incultos”
mas não levanta um dedo para mudar o estado das coisas. MJC
– A tua experiência e convívio com artistas plásticos deu-te uma visão,
não apenas da literatura, como da cultura em geral, diferente? O facto de
não teres sido criada em Portugal deu-te uma outra perspectiva e uma
consciencialização da cultura como diversidade? Gostava que me falasses
dessa experiência, da tua infãncia e adolescência e no modo como isso
influiu na tua formação. Como é que era chegar a Portugal nos teus 18,
20 anos? HV
- Tive a sorte de ter crescido sujeita às boas radiações, por um lado
da Literatura – o meu pai deixava-me (e até me incentivava a) ler tudo
– e , por outro, do efeito directo de culturas muito diversificadas. Li
muito nova Homero, Platão, Montaigne, sem perceber nada. Mas alguma coisa
ficou. Devorei Conrad, Melville, Dickens, Faulkner, Kafka, Mann e ,
naturalmente, Dostoievsky, Tolstoy. Nunca tive grande inclinação para
literatura infantil e juvenil, embora tivesse passado por um ou dois anos
– quando começei a interessar-me pelas incríveis mudanças que estavam
a acontecer no meu corpo – em que li coisas mais “leves” (Colette,
as irmãs Brontë, Somerset Maugham) porque não me concentrava nada e só
pensava em namoros e coisas assim. Mas, para além dos livros e de gostar
de desporto (fazia natação de competição) e de andar à pancada com
rapazes vivi em lugares (na Índia e em África) onde as pessoas me
comunicaram uma cultura oral e visual fortíssima.
Por isso, houve sempre o lado “estudioso” ligado aos livros e
um lado dos “sentidos”, ligado ao mundo e às pessoas que me rodeavam.
Para mim, Portugal não existia, era o lugar onde viviam umas pessoas
muito antigas, os meus avós. Vinha a Portugal regularmente, nas férias
grandes para ir à praia – horrível, fria, enevoada – e passar uns
dias no campo, por altura das vindimas. Quando fui obrigada a vir para
ficar – para a universidade – passei um tempo sinistro. Experimentei
pela primeira vez o inverno, o olhar fechado das pessoas, o cinzento
chumbo do ambiente. E é preciso não esquecer que eu entrei para a
Faculdade ainda com 16 anos. E vim sózinha, de África. Parecia-me que,
aqui, não havia nada que me interessasse. É claro que me meti em todas
as revoluções que me passaram diante do nariz: a estudantil (muito
animada), a sexual (muito excitante), a política (muito empolgante); a
social (muito frustrante), a cultural (muito diversificada). Não perdia
sessões de cine-clubes, o cinema era o grande veículo de conhecimento e
de conscencialização, antes de 1974. Portugal era um país absolutamente
chato com meia dúzia de pessoas geniais. Eu fui à procura delas e
deixei-me ficar, a observar. Quanto
ao meu contacto com as artes plásticas foi posterior quando conheci o
Julião (exactamente em 1974) e fui viver com ele. Mas, entretanto, já
tinha corrido a Europa à boleia, só para ver Museus. MJC
– Não metas já o Julião, porque quero pegar nessas vivências e
explorarmos/avaliarmos o peso da revolução. Conta-me como influiu toda
essa loucura, essas revoluções várias, ao nível da tua formação.
Sentes que elas te marcaram definitivamente? Como? Que cicatrizes deixou
essa época na tua geração? HV
- Sex, drugs and rock n’ roll. Foi
tudo muito e MUITO bom. Agora, que já se passaram uns anos, vejo tudo
isso como um tempo muito breve, muito “explosivo” cujos estilhaços
ainda conservo no meu corpo como pedaços de cristal ou luzes
fosforecentes. Mas não me parece que tenha sido “loucura”. Louca da
vida fico eu, agora, quando vejo muita gente a andar de um lado para o
outro sem paixões, sem experiências, sem desejos intensos. Fico sempre
espantada quando deparo com pessoas inteligentes a “guardarem-se”, a
retrairem-se para não correrem o perigo de estarem vivas. Não vá o
Diabo tecê-las... Fico abismada quando percebo que essas mesmas pessoas
boas e inteligentes acham que podem evitar o sofrimento e atravessar este
mundo sem um arranhão, agarradas aos seus carros, às suas casas, aos
seus “bens”. É claro que tudo isso é muito bom, eu também gosto e
defendo acerrimamente o direito à felicidade. Mas creio que não me estou
a contradizer.É interessante passar por revoluções, correr perigos,
sofrer, ser-se deixada por amantes, ver ideais desfeitos, ser-se traída e
poder sobreviver para o contar. Ah! E fazer revistas de cultura na
internet onde, curiosamente, encontro pessoas e não avatares de catálogo
de jogos de computador. MJC
- Achas que essas vivências
deram mais responsabilidade aos intelectuais e artistas da época? HV
- Não sei. Terás de perguntar aos intelectuais e aos
artistas. Não sou nem uma coisa, nem outra. MJC
- Depois começou a tua relação
com o meio artístico. Qual foi a tua formação nesse campo e como foi a
tua experiência de crítica de arte? HV
- A minha relação com o meio artístico, como dizes não teve um começo.
Sempre tive esse fascínio por aquilo que sai das mãos das pessoas como
se viesse directamente de um lugar qualquer, misterioso e fantástico. Em
criança, o meu pai mostrava-me as imagens dos grandes artistas em livros
sumptuosos e à noite, quando fugia do meu quarto para me juntar a quem
vivia nos anexos – os “criados” – observava o que eles faziam num
pedaço de madeira com um canivete ou os “brinquedos” que construíam
e me ofereciam a partir de um cordel, de um trapo, de um fio eléctrico
– pássaros, bicicletas, pessoas, barcos, formas abstractas - e sentia a
mesma emoção. Eu nunca
soube fazer nada assim. Mais
tarde, na faculdade, a Literatura não era suficiente. Quando passei a ver
obras de arte “ao vivo” e não em reproduções, tive um choque. Tive
ataques de choro e riso, tremuras incontroláveis e paralisias que duravam
eternidades perante coisas que vi. Ainda hoje sou assim: não consigo
controlar esta reacção absolutamente romântica e nada
“fashionable”. E li sobre o Pater, o Ruskin, o Berenson – é claro
que não tinha as obras deles, as propriamente ditas – mas arranjei o
Gombrich que me ensinou muito, embora a sua “História de Arte”
tivesse parado muito atrás, no tempo. (Curiosamente, estou agora a ler o
livro dele sobre “Primitive Art”, que é bastante interessante).E, é
claro, havia o Herbert Read e
o seu “The Meaning of Art” que me parecia tão “moderno”! E
depois, encontrei o Julião e
tudo deu uma reviravolta estonteante... MJC
- Paixão e conhecimento,
tudo em simultâneo? Foram anos intensos, esses que viveste? Talvez seja
bom lembrar a “revolução artística” que irrompeu nesses anos em
Portugal, ainda fresquinho da revolução? HV
- Sabes, acho que as revoluções são “feitas” por pessoas com
motivos muito práticos – ter o que comer, receber melhores salários,
fazer pagar caro aos que usaram o poder de forma abusiva – e são
“seguidas” por pessoas cujo motivo principal é o sexo. Não há nada mais sexy do que
uma revolução. Imagina o que é isso acontecer quando se tem vinte anos,
como era o meu caso e o do Julião! Imagina o que é duas pessoas
encontrarem-se num momento daqueles em que tudo palpitava e estava vivo e
descobrirem que tinham os mesmos interesses, as mesmas paixões! É claro
que, como nós havia muitas outras pessoas, mais velhas – mais receosas
-ou mais novas – “mais inconscientes”. É natural que, logo após o
Abril de 1974 se tenham criado imediatamente movimentos e correntes, umas
mais conservadoras, outras totalmente vanguardistas. Quanto a nós, não
estávamos preocupados com etiquetas, como deves calcular. Conto isto
muita vezes mas não me posso esquecer: conheci o Julião porque o meu
namorado da altura me disse que mo ía apresentar – eram (são) muito
amigos – acrescentando que eu de certeza ía ficar melhor com o Julião
“porque eu era maluca demais para ele” ( o meu namorado que deixou
rapidamente de o ser). É evidente que este termo “maluca” era um
elogio e até hoje o sinto como tal. E ser-se doida era fazer o que eu e o
Julião fazíamos: amar intensamente. Sabes, ele é que me ensinou a olhar
a arte. Eu estava cheia de Literatura até aos ossos. O Julião agarrava
em mim e levava-me para a zona do porto e ficávamos horas a olhar para os
guindastes e principalmente para aqueles contentores enormes a brilharem
como prata com aquele canelado regular, macio, despojado e imponente. E
ele dizia-me. “isto é tão bom como um Donald Judd, um Walter de Maria,
um Richard Serra!” E eu ficava com cara de parva: “Espera aí, e os
Tiepolo, os MichelAngelo, os Rembrant, os Goya, os Grecco, os
Breughel?”.E ele ria-se e dizia, “Pois, isso já está tudo feito. E
agora?” Por
isso, convíviamos todos em alegre fricção, os que guardavam a reverência
ao passado e os que sabiam que ele, o passado, existia mas... já estavam
noutra. Procurávamos o que mais nos interessava, o que nos arrebatava,
onde quer que estivesse. Viajávamos, líamos, íamos a exposições, passávamos
noites inteiras a discutir com os amigos. Não havia barreiras, íamos ao
encontro de quem quisessemos. Ainda conheci o Almada (Negreiros) um
velhinho mirrado e havia o “guru” que era o Ernesto de Sousa, um
verdadeiro revolucionário, uma figura romântica que nos falava de
“body –art”, “land-art” , “mail-art”. Mas devo dizer que o
Julião e o Fernando (Calhau) eram uma espécie de discípulos que nenhum
mestre quer. Aprendiam demasiado depressa, sempre muito à frente dos
acontecimentos. Já estavam, cada um à sua maneira,
a anos-luz de tudo o resto. Acho
que não tinhamos medo de nada. MJC
– Parece-me que essa última frase te revela...Tu permaneceste uma
aventureira. Porque não seguiste uma cómoda, embora laboriosa, vida académica,
já que te interessava tanto a arte e a literatura? HV
- A via académica nunca me seduziu, embora essa seja uma opção para
muitas pessoas cujo trabalho valorizo grandemente. Para mim não dava,
nunca deu. Talvez seja uma
falha, no meu carácter, esta maneira de ter de estar absorvida,
“arrebatada” por tudo aquilo que me proponho fazer. De contrário, mal
entro na rotina – uma imagem que eu sempre associei à vida académica
– sinto-me a morrer. Não estou para aqui a dizer que sou capaz de levar
uma existência sempre ultra excitante mas pelo menos, evito a passividade
e o conformismo. Sempre que posso. É a minha disciplina. Talvez
seja interessante recordar que com o 25 de Abril de 74, deu-se em Portugal
um fenómeno semelhante, talvez, ao que está a acontecer agora no Brasil.
Isto é, artistas e intelectuais que eram vistos como “outcasts” pelo
regime anterior, foram chamados para ocupar cargos públicos e para
intervir política e socialmente. Creio que essa é que foi a
verdadeira revolução. Subitamente, tinhamos os Gilberto Gil de Portugal
com poder para mudar o estado de coisas. E foi o que fizeram, uns melhor e
outros pior. Mas creio que o balanço possível, hoje em dia, é muitíssimo
positivo. É um pormenor muito esquecido ou até mesmo ignorado. O Julião,
por exemplo, foi para a Secretaria de Estado da Cultura e durante o pouco
tempo que lá esteve – largou o cargo, alguns anos mais tarde, para se
dedicar só à arte – organizou eventos extraordinários e trouxe a
Portugal gente que nem sabia onde o nosso país ficava, no mapa. Ele tinha
os conhecimentos e o instinto natural para saber quem era quem e o que era
preciso fazer para dar um murro certeiro na estagnação em que viveramos.
Acompanhei todo esse processo e participei activa e directamente – com
muitas outras pessoas, evidentemente – em acontecimentos que marcaram a
história artística de Portugal, como, por exemplo, a Alternativa Zero do
Ernesto de Sousa, as Bienais de Desenho e, mais tarde o Depois do
Modernismo, com o Luis Serpa. MJC
– E houve também essa abertura fantástica para a introdução da arte
pós-moderna, que essa geração protagonizou, talvez entre todas a mais
eufórica aventura. Achas que a mentalidade dessa época mudou realmente,
relativamente à arte e à cultura? Lembro-me da euforia que causaram um
Lyotard, um Gianni Vattimo, trazidos a Portugal e que enchiam as salas dos
auditórios... HV
- Creio não ser capaz de estar à altura para dar uma visão tão panorâmica
como desejas. Só gostava de lembrar que a segunda metade dos anos setenta
passou-se em tempo de “arte conceptual” que deve ter sido o tempo mais
romântico da história da arte. Tudo porque o que contava era a ideia, a
emoção criada. As “peças” eram todas efémeras, destrutíveis,
lixo. As referências eram evidentemente o Joseph Beuys – com a sua história
de piloto de guerra abatido e salvo da morte por ter sido recolhido e
envolto em gordura e peles), Duchamp, como santo patrono. (O “Urinol”
– é uma peça tão poética e sensual!) Mas imagina que havia um
qualquer cataclismo e se perdiam os museus, os livros de História de
Arte, as referências “intelectuais”. O urinol, os trenós do Beuys
acabariam, provavelmentem numa lixeira. Este conceito de morte imediata da
obra de arte será talvez a derradeira tentativa de contrariar a ideia que
o artista tem da permanência , da imortalidade. Claro que houve peças de
arte conceptual que ainda permanecem e permanecerão. E o mais curioso é
que nos ferozes economicistas anos oitenta, estes artistas são absorvidos
pelo sistema – a “arte povera” passa a ser arte rica – e acaba-se
a inocência. E, é claro, houve o famoso “regresso à pintura”. Ao
fim e ao cabo os museus e os coleccionadores estavam a ficar fartos de ter
objectos que estavam a perder o brilho, a atravancarem as salas... MJC
- Mais tarde houve a tua
entrada no meio literário, com o livro de contos Não há horas para
nada. Como foi essa primeira experiência, a tua recepção? STORM-MAGAZINE. O Lugar da Cultura Direção:
Helena Vasconcelos |
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