revista de cultura # 25 - fortaleza, são paulo - junho de 2002

Livros da Agulha

Adriano Espínola1 Adriano Espínola. O lote clandestino. Topbooks. Rio de Janeiro. 2002. 126 pgs. Contato: topbooks@topbooks.com.br.

O poeta Adriano Espínola (Fortaleza, 1952) é autor de livros como Fala, favela (1981), Em trânsito (1996) e Beira-Sol (1997). Como poeta convidado, participou, dentre outros eventos, do Festival Internacional do Mundo Latino, em Bucareste (1997), do 18º Salão do Livro, em Paris (1998) e do Congresso de Escritores Brasil-Portugal, no Porto (2000). Além do livro Táxi, publicado em inglês em 1992, tem poemas traduzidos para o francês, espanhol e italiano, publicados em diversas revistas e antologias. É autor também do ensaio As artes de enganar: um estudo das máscaras poéticas e biográficas de Gregorio de Mattos (2000).

Alberto da Costa e Silva2 Alberto da Costa e Silva. O pardal na janela. Ed. Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro. 2002. 228 pgs. Contato: abl2@montreal.com.br.

Do acervo de textos que, desde os 15 anos de idade, Alberto da Costa e Silva publicou em revistas e jornais, reuniu ele neste volume uma vintena dos que mais lhe falam à lembrança. Em sua maioria, sobre poetas e poemas. o mais antigo, a comentar versos de Augusto Meyer, data de 1951; o mais recente, sobre Abgar Renault, de 2001. Alguns deles foram escritos para leitores de outras terras, durante os sucessivos exílios, a somarem quase 40 anos, que lhe impôs o exercício da diplomacia. O Ter vivido quase sempre distante de sua paisagem pessoal fez com que Alberto da Costa e Silva redigisse várias destas páginas da perspectiva da saudade; e o receio, comum nos expatriados, do desarraigamento talvez explique por que, na maioria delas, os valores da tradição prevalecem sobre os da modernidade.

Fernando Fábio Fiorese Furtado3 Fernando Fábio Fiorese Furtado. Corpo portátil. Escrituras Editora. São Paulo. 2002. Contato: vendas@escrituras.com.br.

Este livro reúne o que o poeta escreveu e publicou entre 1986-2000, em primorosa edição prologada por Carlos Nejar, a primeira de circulação nacional. Antes havia publicado Leia, não é cartomante (1982) e Ossário do mito (1990). No entender de Nejar, este livro "demarca quanto a poesia contemporânea é fundação das coisas, pesquisa do solo, afundamento das raízes, mistério da memória e recriação do destino", logo situando: "Há todo um caminho de cultura nessa poesia, da erudição de corpos e ossos, mas também de severa matemática do verso".

Harold Alvarado Tenorio4 Harold Alvarado Tenorio. Summa del cuerpo. Deriva Ediciones. Bogotá, Colômbia. 2002. 164 pgs. Contato: alvaradotenorio@telesat.com.co.

El colombiano Harold Alvarado Tenoiro hizo estudios de Letras en la Universidad Complutense de Madrid, donde recibió Titulo de Doctor. Profesor Titular de la Cátedra de Literaturas de América Latina y Director del Departamento de Literatura de la Universidad Nacional de Colombia, también se ha desempeñado como Asesor Cultural del Centro Colombo Americano de Bogotá donde dirigió las Series Escriores de las Américas y como editor de los Cuadernos de Poesía de España y Página Ocho/Cultura de La Prensa. Entre sus libros se destacan Fragmentos y despojos (2002), Literaturas de América Latina (1995), Ensayos (1994), Poemas chinos de amor (1992), La poesía de T. S. Eliot (1988), Espejo de máscaras (1987), Una generación desencantada: los poetas colombianos de los años setentas (1985), Kafavis (1984) y Cinco poetas españoles de la Generación del Cincuenta (1980). Ha recibido, entre otros, el Premio Nacional de Periodismo Simón Bolívar y el Internacional de Poesía Arcipreste de Hita. Su obra ha sido publicada en inglés, francés, griego, chino, alemán y portugués.

Hildeberto Barbosa Filho5 Hildeberto Barbosa Filho. Eros no aquário. Idéia Editora. João Pessoa. 2002. 126 pgs. Contato: ideiaeditora@uol.com.br.

O poeta e ensaísta Hildeberto Barbosa Filho tem já uma generosa obra construída nas duas áreas, de que são exemplo tanto os volumes de ensaio Aspectos de Augusto dos Anjos (1981), Ascendino Leite: a paixão de ver e de sentir (1985) e A impressão da palavra: literatura e jornalismo cultural (1993), quanto os de poesia O exílio dos dias (1994), Caligrafia das léguas (1999) e este recente Eros no aquário (2002). Acerca de sua poética já escreveu o crítico Walter Galvão: "O poeta HBF trata a poesia, a possibilidade da poesia e a recepção da poesia ora como se fossem a expressão indiferente, natural e irreversível de uma mutação de estados da matéria, como ocorre ao surgir de um diamante, ora como se fora poesia nada mais que o artesanato impulsivo, misterioso, geométrico, imprevisível do código genético, a borboleta".

Josefina Plá6 Josefina Plá. 33 poemas (bilíngües). Introdução, seleção e tradução de Alfredo Fressia. Edições Fluviais. Lisboa, Portuigal. 2002. 84 pgs. Contato: ahahmiranda@hotmail.com.

Poeta, dramaturga, narradora, ensaísta, ceramista, crítica de arte e jornalista, Josefina Plá (1909-1999), incursionou com êxito em todos os gêneros, tendo colaborado de maneira regular e bastante expressiva em inumeráveis publicações no Paraguai e no exterior. Embora espanhola de nascimento, seu nome e sua obra estão completamente identificados com a cultura paraguaia do séxulo XX, sendo inquestionável sua contribuição à desenvolvimento cultural deste país. A presente antologia preparada pelo uruguaio Alfredo Fressia dialoga dignamente com a grande poética da obra de Josefina Plá.

Ramón Xirau7 Ramón Xirau. Entre la poesía y el conocimiento. Fondo de Cultura Económica. México. 2002. Contato: ventas@fce.com.mx.

Ramón Xirau (Barcelona, 1924) llegó a México en 1938. Su amplia labor como filósofo y académico no lo há distraído de la creación de una original y apreciable obra poética escrita en catalán. Alimentada por la filosofia y la poesía, la obra ensayística de Xirau es amplia y variada; se centra en la interrogación de la experiencia y la construcción poética, y sienta sus reales en una cuidadosa indagación de las ideas y mitos que alimentan la poesía. Entre la poesía y el conocimiento - antología preparada por Josué Ramírez y Adolfo Castañón - busca reconstruir la trayectoria que durante cuatro décadas han seguido los ensayos literarios de Ramón Xirau.

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