Antonio Ferreira dos Santos Júnior



Nem é esta a mesma rua que passo

Nem é esta a mesma rua que passo A mesma rua por onde passava. Nem é o mesmo eu que carrego O antigo eu que antes carregava. A rua é a mesma, eu sei... Mesmas árvores ( só que mais frondosas ) Mesmas pedras ( só que mais usadas ) Mesma distância entre uma e outra calçada. O que está comigo parece o mesmo eu... Mesma ânsia de viver, mesmas dores, Mesmos sonhos de criança, ardores, Mesmo jovem que caminhava em ilusão, Mesmo deslumbramento imaginoso em solidão. Mas sinto como uma pressão no sangue Que nem é a mesma rua que agora passo E nem é o mesmo quem que hoje comigo carrego, Os de outrora.... Aconteceram tantas quedas, tantos silêncios E o vento...


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